Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Faz este sábado, dia 27 de fevereiro, 40 anos que se estreou, nos desaparecidos Éden e Quarteto, em Lisboa, “Kilas, o Mau da Fita”, de José Fonseca e Costa (1933-2015), um dos maiores sucessos da história do cinema português, que chegou aos 120 mil espectadores (um grande filme estrangeiro fazia, então em Portugal, entre 400 e 500 mil entradas). É um número impressionante para as bilheteiras de um país em má situação económica e ainda na ressaca do período revolucionário, e em que o grande público continuava de costas viradas para o cinema caseiro. Um desencontro que já vinha muito de trás e que o 25 de Abril havia acentuado ainda mais, com a proliferação de um cinema ideologicamente muito carregado à esquerda e cansativamente ativista e doutrinário.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.