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Produção da Autoeuropa ficou a 76% do previsto em 2020, mas ainda foi o terceiro melhor da ano da fábrica de Palmela. No entanto, o diretor-geral Miguel Sanches alerta para um “clima de grande incerteza e vulnerabilidade global”, não só por causa da pandemia, mas pelo “contexto de mudança da indústria automóvel”. O responsável sublinha ainda, em comunicado, que a empresa terá de “encontrar argumentos” para se posicionar de forma competitiva em relação à concentração da capacidade produtiva existente no centro da Europa e particularmente no norte de Espanha. “Continuaremos com a agilidade de sempre a procurar transformar desafios em oportunidades”.

De acordo com um comunicado divulgado esta segunda-feira, a Volkswagen Autoeuropa encerrou em 2020 um ciclo de crescimento, apesar da produção ter ficado 59.100 veículos abaixo do planeado e ter caído 62.600 unidades em relação a 2019. Esse período de crescimento está associado à produção do modelo T-Roc que representou 95% das unidades que saíram da fábrica no ano passado.

As vendas da Volkswagen Autoeuropa representaram 4,7% das exportações portuguesas, o que a consolidou no primeiro ligar das empresas exportadoras. Para além dos automóveis, as vendas para o exterior incluíram a exportação de 20 milhões de peças estampadas na área de prensas e que tiveram como destino 21 fábricas do grupo alemão, que foram usados em alguns dos lançamentos da marca.

A fábrica da AutoEuropa teve vários períodos de paragem na sequência da pandemia, sobretudo no primeiro confinamento. A empresa conta com 5.282 colaboradores, dos quais 98% com vínculo permanente, o que se traduz num acréscimo de 1.987 colaboradores face ao ano de 2017 quando estava em marcha o novo investimento para receber o modelo T-Roc.

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