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A Lamborghini, a marca mais desportiva do Grupo Volkswagen, anunciou os seus resultados comerciais relativos ao primeiro trimestre de 2021. De Janeiro a Março, vendeu 2422 unidades, o que não só constitui um novo recorde, como representa um aumento de 25% face ao período homólogo de 2020 e 22% em relação a 2019.

Apesar da pandemia, o CEO da marca, Stephan Winkelmann congratulou-se com os resultados, que atribuiu à forte procura por o tipo de veículos que fabrica, com ênfase na potência, comportamento exuberante e linhas agressivas. De caminho, Winkelmann prometeu que “a Lamborghini está pronta a perseguir novos objectivos para responder ao momento de grande transformação que afecta a indústria automóvel, com a introdução de inovações significativas”, referindo-se obviamente à electrificação dos seus modelos.

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O modelo mais vendido pela Lamborghini até Março foi o Urus, como seria de esperar, com 1382 unidades, enquanto os desportivos de dois lugares, como o Huracán e o Aventador somaram 1040 veículos, com o construtor a falhar por pouco o seu compromisso de não ultrapassar os 50% das vendas com SUV, modelos tradicionalmente mais pesados, menos rápidos e não tão exuberantes, para não beliscar a imagem de construtor de desportivos de grande potência.

Entre os coupés com mecânicas mais sofisticadas, que recorrem a unidades motrizes com 10 e 12 cilindros em V, o Huracán foi quem mais vendeu, com 783 unidades, seguido das 287 do Aventador. E ainda que a marca não tenha revelado o volume de vendas por mercados, Winkelmann salientou que o crescimento se deveu ao incremento da procura nos mercados norte-americano, chinês e alemão.

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