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A antiga casa de luxo na Serra do Gerês de Cristiano Ronaldo não vai ser demolida. A notícia foi avançada pelo o Público, que cita a Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) que considerou que a “construção foi executada à revelia do projeto aprovado, em zona reservada e parcialmente em domínio hídrico, além de interferir com a REN [Reserva Ecológica Nacional], tal como o campo de jogos e grande parte dos muros e acessos internos à propriedade”.  Mas o Ministério Público considerou que o crime prescreveu.

Em 2019, o internacional português vendeu esta moradia na freguesia de Valdosende a Pepe, jogador da seleção nacional e do FC Porto. Sobre a construção pendia até agora um processo de construção ilegal, mas afinal ela está entre as três que, segundo o Ministério Público (MP) de Braga, não vão ser demolidas. Ao todo, o MP acusou 13 pessoas neste processo, incluindo João Paulo Araújo, presidente da Junta de Valdosende, e Serafim Alves, presidente da Junta de Rio Caldo.

Se o processo não fosse arquivado, Cristiano Ronaldo e João Pimenta, o arquiteto responsável pela obra, poderiam ter de responder por crimes de falsificação de documento e violação de regras urbanísticas. A IGAMAOT também afirmou que foi “solicitada uma avaliação foto-interpretativa à Direcção-Geral do Território (DGT), que não identificou, nas coberturas aéreas de 1965, 1974, 1983, 1994, 1995, 2006, 2007 e 2010, quaisquer construções no local onde no ortofotomapa do ano de 2012 se observa”.

De acordo com esta entidade, João Pimenta entregou uma certidão a afirmar que havia uma ruína no local que podia ser recuperada, mas que, sendo anterior a 1979, não seria necessário controlo prévio das obras. Alegadamente, não havia nenhum ruína.

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