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Um prodígio. Uma máquina. Um mágico. Kai Havertz, hoje com 21 anos, dava cartas no Bayer Leverkusen e na seleção alemã, tendo feito uma das exibições com mais classe em termos europeus exatamente no Dragão, frente ao FC Porto, na Liga Europa. No último verão, a troco de 80 milhões de euros, rumou ao Chelsea, logo a equipa das principais ligas que maior investimento realizou após ter estado proibida de contratar. E o primeiro ano foi complicado, com exibições falhadas, pouca preponderância e algumas dúvidas e críticas à sua contratação.

O dia em que Pep Guardiola foi humano e Tuchel virou Deus (a crónica do Manchester City-Chelsea)

– You’re the most expensive player in Chelsea’s history…
– I don’t give a fuck about that, I just won the Champions League…

A resposta do germânico no final da vitória do Chelsea na Champions frente ao Manchester City não demorou a tornar-se viral e acabou por ser numa única frase uma espécie de “grito de revolta” depois de ter marcado o único golo no encontro decisivo disputado no Dragão, naquele que foi também o seu primeiro golo na prova.

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Esperei muito tempo. Agora consegui e só quero agradecer à minha família. Aos meus pais, ao meu irmão, à minha irmã, à minha avó, à minha namorada. Trabalhei 15 anos para isto”, destacou.

Havertz, titular e a cumprir os 90 minutos, tornou-se o primeiro alemão a marcar numa final da Champions oito anos depois do golo de Gündogan quando estava no B. Dortmund, sendo também o sétimo germânico a marcar num jogo decisivo desde que a Liga dos Campeões passou a ter o atual formato, a partir do ano de 1992.

Em paralelo, e olhando também para os registos nas últimas três décadas, Kai Havertz tornou-se o sexto mais novo a marcar numa final da Liga dos Campeões, atrás de Patrick Kluivert (que tinha 18 anos quando marcou pelo Ajax em 1995), Carlos Alberto (que marcou pelo FC Porto frente ao Mónaco em Gelsenkirchen em 2004), Lars Ricken, Marco Asensio e Messi, neste caso numa final pelo Barcelona em que era treinado por Guardiola.

Apesar de ter sido o marcador do único golo na final, a UEFA atribuiu o prémio de MVP do encontro a outro jogador que teve mais uma exibição “monstruosa”, N’Golo Kanté, que já tinha sido o melhor na meia-final com o Real Madrid, sendo o sexto médio MVP em finais da Liga dos Campeões este século e juntando-se a alguns dos maiores nomes do futebol mundial como Zidane, Deco, Steven Gerrard, Xavi e Andrés Iniesta.