Obras em videoarte dos artistas Cristina Ataíde, Pedro Calapez e Ema Ramos estão entre as 16 selecionadas para concurso no festival Fuso — Anual de Videoarte Internacional de Lisboa, que abre sob o mote “Na Fronteira”.

Nesta 13.ª edição do Fuso foram selecionadas 16 obras de 16 artistas entre 220 candidaturas de 91 criadores, duplas ou coletivos, anunciou a organização, em comunicado, salientando que a adesão constitui “um sinal da vitalidade” e “diversidade das práticas da videoarte” feita em Portugal e/ou por artistas portugueses.

Bruno Carnide, Eduardo Brito, Francisco Miguel, Grégory Le Lay, o coletivo Helena Inverno, Verónica Castro e Bouchra Ouizguen, Nuno Nunes-Ferreira, Paula Albuquerque, Renata Bueno, Sally Santiago, Sara Bernardo, a dupla Sofia Arriscado e Costanza Givone, Susana Anágua e Tânia Dinis completam a lista de artistas selecionados para concurso por Jean-François Chougnet, diretor artístico do FUSO, na sequência de um ´open call´.

As obras serão apresentadas na abertura do FUSO 2021, a 25 de agosto, no Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa.

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A organização do festival irá atribuir dois prémios: o Prémio Aquisição Fundação EDP/MAAT para a melhor obra eleita pelo júri presidido por Margarida Chantre (Fundação EDP/MAAT), e o Prémio Incentivo Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, atribuído pelo público, que consiste numa bolsa de estudos.

Bruno Carnide apresentará “Equinox” no festival, Cristina Ataíde levará “Rio Negro”, Eduardo Brito “La Ermita”, Ema Ramos criou “Sempre achei que fosse uma pessoa de Cidade”, Francisco Miguel “Quelimane”, Grégory Le Lay “Milk shake”, o coletivo Helena Inverno, Verónica Castro e Bouchra Ouizguen concorrem com “Transhumance”, Nuno Nunes-Ferreira “Café Central 3′ 2021”, Paula Albuquerque “Wash. Rinse. Repeat”, Pedro Calapez “Entremãos”, Renata Bueno “Coreografia numa Pedreira”, Sally Santiago “O caminho ao até”, Sara Bernardo “Breathe a Little Bit Faster, now!”, Sofia Arriscado e Costanza Givone vão exibir “Lapso”, Susana Anágua “The Factory (bad Machines)”, e Tânia Dinis apresentará a obra “Passagem”.

Lançado em 2009, o Fuso foi criado para expor cruzamentos com linguagens de filme experimental, da performance, da fotografia e do cinema, na perspetiva de “dar uma nova abertura à imagem em movimento do século XXI”.

Nesta edição, a organização propõe-se explorar o termo “fronteira” no seu sentido físico e digital, geográfico e político, “associado, inevitavelmente, a ideias contraditórias de pertencimento e exclusão, de liberdade e restrição, de proteção e defesa”.

“O festival quer ir além dessas simples dicotomias, desafiando curadores e artistas a pensar as fronteiras contemporâneas, sejam elas naturais, humanas ou virtuais. Ao fazê-lo, pretendemos promover discussões sobre nacionalismo, identidade, privacidade, barreiras físicas, rebelião, emancipação, conquista e o que está à margem, tendo como meio a videoarte”, aponta o festival.

O Fuso – Anual de Videoarte Internacional de Lisboa, que nesta edição decorre até 29 de agosto, tem vindo a acontecer ao ar livre, em espaços como jardins e claustros de museus e palácios, com entrada gratuita, dirigido a artistas, curadores, público em geral, instituições portuguesas envolvidas na prática artística da videoarte e ainda especialistas e responsáveis por coleções internacionais.

Em 2020, o vídeo “Metalheart”, do realizador e ator Welket Bungué, foi o vencedor da 12.ª edição.

O Fuso 2021 está inserido no programa “Lisboa na Rua”, uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa e da EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural).