É um serviço de subscrição de comida para comer entre refeições. Chama-se Oh!My Snacks e, como outras empresas que vendem produtos por uma taxa mensal — seja a Netflix ou Amazon Prime para séries ou o Spotify para música –, a startup faz chegar a casa dos clientes “snacks” saudáveis que foram escolhidos com a ajuda de um algoritmo que recorre a inteligência artificial. O projeto — incluindo o algoritmo — foi criado por Ricardo Alves, matemático de formação que largou o emprego para dedicar-se à a 100% à startup.

Antes, Ricardo era diretor de análise de dados na Porto Editora, uma área na qual sempre trabalhou até ter decidido apostar neste modelo de negócio para venda de “snacks”, como diz ao Observador. Em maio — altura da saída –, a empresa angariou 125 mil euros de investimento e, desde setembro, quando o negócio arrancou oficialmente, já conseguiu cativar mais de uma centena de clientes, incluindo empresas como a Sonae Holding ou Deloitte.

Ricardo Alves formou-se em estatística“Reparava que era difícil comer de forma saudável e perceber se era saboroso”, diz o empreendedor. E continua a explicar: “Há aquele momento de pausa em que se quer comer de forma saudável, mas que seja também de prazer, que seja conforto”. Contudo, viu que as pessoas “comiam sempre as mesmas coisas”, virando-se para bolachas “como as marinheiras”. Por esse motivo, achou que havia uma ideia de negócio para a qual podia aplicar o conhecimento que tem na criação de algoritmos de inteligência artificial.

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