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É um novo escândalo a envolver o príncipe André. O filho da rainha de Inglaterra fez um empréstimo pessoal de cerca de 1,8 milhões de euros (1,5 milhões de libras) num banco privado com sede no Luxemburgo. Problema? O empréstimo terá sido liquidado por empresas ligadas a David Rowland, um dos maiores doadores do Partido Conservador britânico, cuja família controla esse mesmo banco, de acordo com a Bloomberg.

Foi em dezembro de 2017 que o Duque de York contraiu um empréstimo nesse valor junto do banco Havilland SA, escreve a Bloomberg que cita várias fontes e documentos bancários. Só que, 11 dias depois, empresas ligadas a David Rowland transferiram 1,8 milhões de euros para uma conta que o príncipe André tem em Londres no Banque Havilland SA. Segundo a Bloomberg, esse valor foi um reembolso do empréstimo feito dias antes.

A transferência foi feita de uma empresa controlada pela família Rowland para uma conta no Banco Havilland da Albany Reserves, uma empresa da qual David Rowland é diretor. Ora, a conta da Albany Reserves foi uma das cerca de 70 que a família Rowland abriu no banco Havilland.

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O príncipe conseguiu o empréstimo — tinha substituído outra linha de crédito existente de 1,25 milhões de libras prorrogada ou aumentada 10 vezes desde 2015 — apesar de um alerta de uma equipa do banco para o risco que representava para a instituição. Ex-funcionários garantiram à Bloomberg que o banco raramente ou nunca concedeu empréstimos sem garantia. No entanto, documentos revelam que os 1,8 milhões de euros foram concedidos com base no facto de poder vir a potencializar mais negócios com a família real.

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Embora o empréstimo não tenha garantia e seja concedido contra a credibilidade do requerente, tanto a sua posição quanto o facto de a sua mãe ser a monarca soberana do Reino Unido devem fornecer acesso a fundos para reembolso, se necessário”, lê-se nos documentos a que a Bloomberg teve acesso.

O porta-voz do Duque de York não quis comentar o caso, argumentando apenas que o príncipe André “tem direito a um certo grau de privacidade na forma como conduz os assuntos financeiros”. E deixou a garantia de que “todos os impostos são devidamente pagos”.

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