Uma nova temporada, o “hábito” da última época: depois de terem lutado pela final da Taça de Portugal e do Campeonato (que foi pela primeira vez a quinto encontro neste sistema de playoff), FC Porto e Benfica voltaram a encontrar-se logo no arranque de 2022/23 na decisão da Elite Cup, realizada na última semana e com os encarnados a deixarem várias críticas à arbitragem desse jogo. Agora, seguia-se a Supertaça no Pavilhão Municipal de Barcelos, sem que ninguém desse muito peso à prova inicial realizada em Tomar.

“É uma final, está um título em disputa e queremos muito vencer mais um esta época. Queremos ganhar a Supertaça para continuarmos com a confiança no máximo para o resto da época. Estivemos a corrigir durante esta semana algumas falhas que tivemos durante o jogo com o Benfica. Sabemos que têm uma equipa muito forte, com bons jogadores e temos de estar na máxima força, sabendo bem o que queremos fazer durante o jogo, que é criar oportunidades para marcar golos. O objetivo passa sempre por vencer cada jogo. Este é diferente porque está um título em disputa, queremos vencer a Supertaça que no ano passado não se jogou”, destacara o capitão portista Gonçalo Alves, porta voz de um conjunto azul e branco que esta temporada se reforçou com os jovens Roc Pujadas (Noia) e Diogo Barata (Valongo).

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“A diferença de golos não explica e não tem nada a ver com o que foi o resultado na final da Elite Cup. O que se passou no jogo pode voltar a acontecer, pode acontecer o oposto, como aconteceu no ano passado. Fizemos um jogo de qualidade, em que criámos situações de golo e tivemos qualidade defensiva. O FC Porto foi extremamente eficaz em erros nossos nas transições. Eles também cometeram erros mas nós não conseguimos explorar. A reação esta semana foi a esperada, sempre com foco e com a procura de potenciar o que fizemos bem e de corrigir algumas lacunas que tiveram influência”, salientara Nuno Resende, técnico dos encarnados que para esta temporada contam com Nil Roca (Barcelona), Roberto Di Benedetto (Liceo) e Bernardo Mendes (Valongo) como caras novas para 2022/23.

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Era também em torno do francês que chegou este ano à Luz que estavam concentrados os focos. É certo que as vitórias do FC Porto frente ao Benfica em todas as decisões que tiveram entre ambos nos últimos meses trariam outro peso a esta final, onde os dragões tentavam aumentar o estatuto de equipas com mais triunfos na Supertaça e os encarnados procuravam quebrar um jejum que já vinha desde 2012, mas este seria mais um duelo entre os irmãos Carlo e Roberto Di Benedetto, internacionais que colocaram a seleção francesa num outro patamar competitivo e que se voltavam a defrontar pelo primeiro troféu oficial da época. No final, a vitória sorriu mesmo ao antigo jogador do Liceo da Corunha.

O encontro começou com o esperado equilíbrio mas com os encarnados a conseguirem ganhar cedo uma vantagem no marcador, com Pablo Álvarez a aproveitar uma defesa de Xavi Malián a remate de Edu Lamas para fazer o 1-0 (5′). Os dragões foram depois arriscando um pouco mais com a subida das linhas para ter outro tipo de condicionamento nas saídas dos encarnados e o empate chegaria mesmo num remate de meia distância de Gonçalo Alves (15′) mas o Benfica não demorou a recolocar-se de novo na frente com Diogo Rafael a receber de Nicolía e a marcar o 2-1 (18′). Seria esse o resultado ao intervalo, apesar da insistência do FC Porto para chegar à igualdade em remates de meia distância ou em trabalhos na área.

No segundo tempo, Rafa voltou a recolocar o empate no marcador com um grande trabalho individual a passar por Nicolía (30′) mas a reação do Benfica chegou logo de seguida, com Pablo Álvarez a encostar ao segundo poste um remate de Diogo Rafael num lance muito contestado pelos portistas, que reclamaram um toque com o patim do avançado argentino (31′). Gonçalo Alves ainda iria desperdiçar um livre direto com defesa de Pedro Henriques e seria de novo Pablo Álvarez a fechar de vez com as contas, não perdoando de livre direto frente a Xavi Malián já no último minuto da final da Supertaça.

“Todas as vitórias são especiais. Esta equipa do FC Porto levou-nos à exaustão na análise. Tínhamos um jogo de xadrez mais uma vez, com as marcações e as ocupações dos espaços a serem fundamentais. O facto de termos respondido ao empate com o 2-1 e ao 2-2 com o 3-2 foi crucial. Depois, não termos falhado nas transições defensivas levou-nos a ganhar. Sabíamos que iríamos conseguir e isto dá-nos confiança para a temporada”, comentou Nuno Resende no final. “Parabéns ao Benfica mas é uma vergonha que os comunicados a pressionar a equipa de arbitragem tenham resultado. É escandaloso um penálti sobre o Rafa. Dois dos árbitros estavam a olhar para apitar, mas um deles não quis. Não sei se tem algo contra o FC Porto”, apontou Ricardo Ares, treinador espanhol do FC Porto, depois do encontro.