Kanye West lamentou os comentários que dirigiu à comunidade judaica e pediu desculpa por ter sugerido que a morte de George Floyd se deveu, afinal, ao consumo do opióide fentanil (o homem morreu asfixiado pela ação da polícia em 2020, provocando grandes protestos nos Estados Unidos, originando o movimento Black Lives Matter). O rapper surge num vídeo de 16 minutos, partilhado a 29 de outubro, pela WmgLab Records, no Youtube, onde  parece estar a prestar declarações a paparazzis.

“Quando surgiu, o Black Lives Matter uniu-nos como povo”, diz. “Questionei a morte de George Floyd e magoei o meu povo. Magoei o meu povo negro”, disse. O rapper afirma ainda que, devido ao mediatismo em torno de todas as polémicas em que está envolvido (e que levou ao corte da parceria com várias marcas como a Adidas) sabe o que é “ter um joelho” no “pescoço [o que provocou a asfixia de Floyd]: Quero desculpar-me por magoá-lo [ao povo], porque agora Deus mostrou-me, por aquilo que a Adidas me está a fazer, por aquilo que os media me estão a fazer, o que é ter um joelho no meu pescoço agora”, disse.

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Kanye West tem estado no centro de sucessivos escândalos nas últimas semanas. Tudo começou no desfile surpresa apresentado pelo rapper no início deste mês na Semana da Moda de Paris. A coleção que levou para a passerelle inclui uma T-shirt estampada com a frase “White Lives Matter”, em oposição ao movimento antirracista “Black Lives Matter”.

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Na mesma semana, o Instagram restringiu o acesso do rapper por acreditar que este teria violado as políticas comunitárias, depois de atacar publicamente a editora da Vogue, Gabriella Karefa-Johnson, por esta se ter indignado pelo episódio na Semana da Moda de Paris. West recorreu então à sua conta de Twitter para escrever ameaças e comentários anti-semíticos — especialmente ofensivos para a comunidade judaica. Entretanto já pode voltar.

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Na sequência de todos estes escândalos, a Adidas interrompeu a parceria com o rapper, assim como a agência CAA, a Balenciaga e a JP Morgan Chase. O rapper, que também viu o seu documentário cancelado, e a sua estátua retirada do museu Tussauds terá, desde então, visto a sua fortuna diminuir de 2 mil milhões para 500 milhões de dólares.

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