Quem, porquê, como. Para Marcelo Rebelo de Sousa, só o “tempo” permitirá “esclarecer cabalmente” os contornos específicos do caso da derrapagem de mais de dois milhões de euros das obras do Hospital Militar de Belém.

Ainda assim, para o chefe de Estado, é “fundamental” ouvir no Parlamento João Gomes Cravinho, na altura ex-ministro da Defesa, atual ministro dos Negócios Estrangeiro.

Gomes Cravinho recebeu ofício a dar conta de derrapagem no antigo Hospital Militar de Belém logo uma semana após obras começarem

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O Presidente considera que se tratou de “um caso longo, que levou tempo, em que houve uma componente muito especial que foi a preparação num determinado momento de aperto para apoiar no período da Covid”, disse, reforçando que é “preciso esperar para ter contornos especiais do que aconteceu.”

“O importante é perceber-se a razão de ser das obras, porque é que houve a derrapagem, o que é que motivou naquele momento haver aquelas obras com um determinado objetivo que depois não foi plenamente realizado”, acrescentou.

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“Certamente, a Assembleia da Republica irá, oportunamente, avaliar o ritmo das decisões, como é que foram as decisões, porquê, qual a motivação.” O fundamental, continua, “é esclarecer”, até porque se trata “do dinheiro dos portugueses”, destacou. “O parlamento tem um poder que se prolonga no tempo e portanto vai continuar a acompanhar isso.”

Sobre a nova polémica envolvendo Pedro Nuno Santos, ex-ministro das Infraestruturas, que estava, afinal, a par da indemnização de 500 mil euros pagos a Alexandra Reis para sair da TAP, o presidente da República considerou que não fazia parte do seu papel “estar a debruçar-se sobre isso”. “O que penso que é importante é, nesse caso, nessa outra situação, perceber-se quais são os contornos globais da situação.”