A IL defendeu esta quinta-feira que o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, “tem de sair do Governo”, considerando que “teve todas as oportunidades para clarificar” a sua relação com o ex-governante Marco Capitão Ferreira.

“Sendo verdade todos os factos que estão relatados, em detalhe, nesta reportagem [da Visão] não há de todo condições para João Gomes Cravinho continuar como ministro dos Negócios Estrangeiros do atual Governo, porque já não é uma questão de responsabilidade política, é também uma questão da dignidade do Estado português”, disse, em declarações aos jornalistas no parlamento, o líder parlamentar da IL, Rodrigo Saraiva.

Agora que foram divulgados mais “episódios relativamente àquilo que é o envolvimento de Marco Capitão Ferreira e a relação com o ministro João Gomes Cravinho”, o liberal considerou que Portugal não pode ter a “representar o Estado uma pessoa que tem suspeitas como aquelas que estão em torno de quando era ministro da Defesa”.

“Há uma relação muito próxima entre Marco Capitão Ferreira e João Gomes Cravinho. Não podemos ter uma pessoa envolvida neste enredo a representar o Estado português por esse mundo fora. Não há condições. João Gomes Cravinho tem de sair do Governo”, insistiu.

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Segundo Rodrigo Saraiva, “João Gomes Cravinho teve todas as oportunidades para clarificar a sua relação com Marco Capitão Ferreira”.

“Esta comissão informal, esta comissão fantasma, como o próprio Capitão Ferreira a designa, esteve reunida com João Gomes Cravinho no dia 5 de Abril [de 2019]. Portanto, João Gomes Cravinho não pode refugiar-se nessa desculpa de que ‘aí não me perguntaram'”, acrescentou ainda.

Segundo a edição da Visão desta quinta-feira, entre fevereiro e março de 2019, Marco Capitão Ferreira assessorou a Direção-Geral de Recursos e Defesa Nacional no contrato relativo aos helicópteros EH-101 ao mesmo tempo que trabalhou para o gabinete do então ministro da Defesa, integrado numa alegada “comissão fantasma” que tinha como objetivo realizar um estudo.