Ötzi, a mais famosa múmia humana encontrada no gelo, continua a surpreender os cientistas. Um estudo detalhado do seu genoma indica que teria pele mais escura do que os europeus dos dias de hoje, poucas sardas, um cabelo pouco encaracolado e até sofreria de calvície. Os resultados foram publicados na revista científica Cell Genomics.

Os investigadores justificam a descoberta com o que é possível encontrar no cadáver mais estudado do mundo. A pele de Ötzi é escura, o que podia, claro, dever-se ao processo de mumificação pelo gelo, mas uma análise dos tecidos também encontrou grânulos de melanina, cuja principal função é a pigmentação. Em relação à calvície, os genes indicam um fator de risco para sofrer dessa condição e, de facto, a múmia bem preservada quase não apresentava vestígios de cabelo (apesar da farta cabeleira que tem a sua reconstituição no Museu de Arqueologia de Tirol do Sul).

A reconstituição Ötzi, o homem do gelo, apresenta-o com pele clara e muito cabelo. Agora, os genes dizem o contrário — Andrea Solero/AFP/Getty Images

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