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Os Ensaios do Observador juntam artigos de análise sobre as áreas mais importantes da sociedade portuguesa. O objetivo é debater — com factos e com números e sem complexos — qual a melhor forma de resolver alguns dos problemas que ameaçam o nosso desenvolvimento.

O ano lectivo 2019/2020 ficou marcado pela pandemia da Covid-19 e pela necessidade de recorrer a um ensino remoto de emergência desde Março, a que com benevolência se chamou de “ensino à distância”. Sublinhem-se as palavras “necessidade” e “emergência”. O ensino à distância não foi uma opção, mas uma solução de recurso a que a pandemia obrigou os sistemas educativos em todo o mundo. Uma solução que, como logo em Março alertámos, trazia enormes limitações pedagógicas — por ser um fraco substituto do ensino presencial, por ter sido implementada de forma desestruturada e por ser factor de exclusão de alunos.

Sabemos que houve alunos a ficar para trás, mesmo que a avaliação exacta desse dano na aprendizagem ainda não esteja efectuada. Mas, tanto em Portugal como por todo o mundo, os indicadores que vão sendo conhecidos justificam enormes preocupações sobre o impacto negativo causado nos alunos, em particular nos mais frágeis. Dois exemplos. No plano educativo, estima-se que os alunos do 1.º ciclo possam ter regredido até 50% a matemática e 30% em leitura — situação que se agrava junto dos alunos com dificuldades de aprendizagem. No plano social, o encerramento das escolas dificultou a identificação de casos de jovens em risco da CPCJ. Portanto, reabrir as escolas revelou-se indispensável e aplanar a curva da desaprendizagem ascendeu a prioridade nacional.

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