É debaixo de um longo braço envolto em tecido e franjas coloridas que ela se movimenta. Ajuda a erguer a estrutura, afasta-se para ver de outro ângulo, aponta e dá indicações. De repente, é chamada. Valkyrie Octopus fica entregue a uma dezena de colaboradores, Joana Vasconcelos é necessária para resolver algo na Árvore da Vida, instalada no antigo Museu da Eletricidade.

Sobe as escadas junto do portão de descargas exatamente no momento em que chega um antigo e muito peculiar Morris Oxford. Detém-se uns segundos e continua, por entre a gravilha de um caminho das traseiras que liga os dois edifícios do MAAT, em Lisboa. É assim a tarde toda, um ritmo apressado para a frente e para trás que Joana Vasconcelos domina sem denunciar uma ponta de stress. Faltam cerca de 70 horas para a inauguração de Plug-in, a exposição individual que reúne obras inéditas, peças icónicas com mais de 20 anos e elementos da Coleção de Arte da Fundação EDP.

O edifício MAAT Central (a antiga central elétrica) libertou todo o seu espaço para acolher a Árvore da Vida. Criada em 2023 especificamente para a Sainte-Chapelle de Vincennes, em Paris, troca pela primeira vez o ambiente clássico de uma igreja por um cenário completamente industrial. “Só adaptamos a altura, aqui tem cerca de 13 metros, menos um do que tinha. Em França estava fantástica, só que o diálogo que ela estabelece com esta estrutura industrial é muito diferente daquele que existia com a Sainte-Chapelle. Património, vitrais, uma coisa super clássica, e aqui é um discurso novo, parece que cresceu aqui dentro”, explica ao Observador.

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