1. O que é o gás natural?

  2. O gás natural, também conhecido como Biogás, designação que reflete o facto de ser o mais ecológico dos combustíveis, é constituído principalmente por metano (cerca de 90%), com pequenas quantidades de etano, propano e outros gases. O metano é uma molécula simples de gás, composta de um átomo de carbono e quatro de hidrogênio (CH4). É mais leve que o ar e queima quase totalmente, apenas resultando dióxido de carbono e água como subprodutos da combustão. O metano, que se encontra em abundância nos aterros e lixeiras, assim como em explorações pecuárias, pode ser reaproveitado como combustível, mais barato e menos poluente do que a gasolina ou o gasóleo.

  3. O que significa GNC?

  4. A sigla GNC significa Gás Natural Comprimido, ou seja, trata-se de gás natural sob pressão. De aspecto límpido, inodoro e não corrosivo, o GNC está a ser visto como uma alternativa mais barata, mais ecológica e mais eficiente aos combustíveis tradicionais, gasolina e gasóleo. O GNC é composto principalmente por metano que, tal como a gasolina, produz energia por explosão quando misturado com o ar na câmara de combustão do motor. O gás é comprimido para que seja possível armazenar combustível suficiente nos veículos, em pequenos reservatórios, de modo a não comprometer a autonomia nem o espaço disponível. Os motores a gasolina ou gasóleo têm de ser alvo de conversão para passarem a usar GNC.

  5. Um motor a gás natural comprimido é seguro?

  6. O GNC é armazenado sob uma pressão elevada, em torno dos 200 bar, em depósitos construídos e homologados em condições de poder suportar enchimentos com pressão máxima de 260 bar e submetidos a testes hidrostáticos de 300 bar.

    Obedecem a padrões de segurança extremamente rigorosos e são feitos de materiais de alta resistência, projetados para resistir a impactos e perfurações. Além disso são equipados com fusível térmico que corta o circuito e alivia a pressão, promovendo uma ventilação controlada em caso de aumento súbito da temperatura, libertando o gás remanescente de modo seguro. As tubagens são de aço inoxidável e o sistema integra ainda válvulas de segurança eletrónicas e mecânicas que controlam ou isolam em caso de necessidade, secções do circuito de alta pressão.

    A tecnologia TGI (Turbo Gas Injection) da SEAT é um dos exemplos mais eficientes no mercado, estando já disponível em vários modelos da marca. Sendo desenvolvida e produzida integralmente pelo construtor espanhol, o sistema TGI é uma solução integrada de fábrica e não uma mera adaptação do motor.

  7. O motor de um carro a GNC funciona do mesmo modo que um a gasolina ou Diesel?

  8. Os veículos com motor a GNC [TGI – Car Terms] operam com os mesmos princípios básicos que os veículos equipados com motor de combustão. Quando se liga o motor, o gás natural flui do depósito de armazenamento por uma linha de combustível apropriada. Junto ao motor, o gás natural entra num dispositivo regulador de pressão que a vai reduzir antes de entrar na câmara de combustão. Em seguida, um sistema de injeção de combustível gasoso introduz o gás natural no motor. Os sensores e a Unidade Eletrónica de Controlo Motor ajustam a mistura ar/combustível de modo a que, quando a vela de ignição atue, o gás natural queime da maneira mais eficiente. Há ainda um conjunto de componentes específicos que permitem uma operação fluida e ininterrupta entre os modos de funcionamento com gás ou gasolina, de modo a que se torne imperceptível a transição quando o gás acaba. No painel de instrumentos há indicadores luminosos que lembram ao condutor qual o combustível em uso e quais os níveis em ambos os depósitos. Para além disto, em termos de condução, não existem diferenças perceptíveis para quem está ao volante.

  9. Como se abastece um veículo a gás natural comprimido?

  10. O abastecimento é feito de modo semelhante e demora o mesmo tempo. Apenas o bico da pistola de enchimento é diferente, sendo especificamente concebido para se acoplar ao bocal. Como o gás natural se encontra sob pressão, os sistemas de armazenamento são projetados para que nenhum combustível se perca quando o veículo estiver a ser abastecido. Os bicos das pistolas de enchimento encaixam no bocal de forma estanque, para uma vedação sem fugas, como acontece com as válvulas de um compressor de ar. Os depósitos e o bocal têm válvulas anti-retorno, que impedem o gás natural de escapar no momento que termina o abastecimento. A rede de postos de abastecimento está, atualmente, em fase de crescimento na União Europeia e conta com programa de apoio comunitário específico. No âmbito das políticas de promoção da economia circular [roadmap to 2030 document] existem previsões que apontam para o crescimento exponencial da utilização do gás natural prevendo-se, por exemplo, que a rede de abastecimento triplique em número de postos até 2030.

  11. Qual é a autonomia de um carro a GNC?

  12. Esta é uma das grandes vantagens de um veículo híbrido. Apesar de funcionar normalmente a GNC, tem a opção de usar gasolina em situações de emergência permitindo alcançar um posto de abastecimento de gás natural. A propósito, em termos comerciais, os valores de consumos destes modelos são indicados apenas em kg/100 km, referentes ao GNC e desprezando o eventual consumo de gasolina. Nestes modelos é recomendável esgotar o gás e conduzir durante alguns quilómetros a gasolina, de 6 em 6 meses, para manter os circuitos em boas condições e evitar também a degradação do combustível líquido no depósito. Com as previsões a apontarem para uma subida exponencial no volume de vendas mundial de veículos híbridos, a SEAT posiciona-se na linha da frente ao apostar forte na introdução da tecnologia de gás natural comprimido (GNC). Produzido na mesma fábrica que o Ibiza TGI, nos arredores de Barcelona, o Arona TGI é o primeiro SUV da SEAT equipado com um sistema de propulsão a gás natural comprimido. Ambos os modelos estão equipados com a mesma motorização de três cilindros, com 999 centímetros cúbicos (cc), 12 válvulas e caixa manual de seis velocidades. Com a mesma potência de 90 cv e 160 Nm de binário máximo, o SEAT Arona TGI e o SEAT Ibiza TGI garantem autonomia para 360 km em modo GNC, mas podem continuar na estrada quando o gás acaba porque dispõem de um depósito com capacidade para nove litros de gasolina, suficientes para percorrer mais 150 km.

  13. Um carro a GNC é mais ecológico?

  14. Um veículo a GNC consegue reduzir as emissões de CO2 em cerca de 25% e as de NOx até 75%, em comparação com o modelo idêntico movido a gasolina. Por exemplo, as emissões do SEAT Arona TGI variam entre os 104 e as a 115 g/km, de acordo com a atual norma WLTP, dependendo da dimensão dos pneus e jantes e do nível de equipamento. Em Portugal existem benefícios fiscais para veículos equipados de série com motor a GNC, quer sejam adquiridos por particulares ou por empresas. Além da redução no Imposto Sobre Veículos (ISV), para as empresas há a redução nos valores de Tributação Autónoma em todos os escalões e a dedução de 50% do IVA incluído nos modelos GNC com preço de venda ao público até 37.500 euros. Acresce a possibilidade de deduzir metade do valor do IVA pago em combustível. Além dos benefícios ambientais e fiscais, a tecnologia GNC oferece custos excepcionalmente baixos por quilómetro, até 50% mais baratos que um modelo a gasolina e 30% mais barato do que um Diesel, com motorizações equivalentes. Para dar uma ideia mais clara, numa análise comparativa, o custo médio para percorrer 100 km com tecnologia TGI (Turbo Gas Injection) permite realizar apenas 61 km num modelo com motor equivalente a gasóleo de injeção direta e somente 49 km, menos de metade, no caso de um bloco a gasolina.  A SEAT assume a vantagem de oferecer aos clientes uma alternativa real, eficaz e moderna, propondo versões GNC dos seus modelos que custam praticamente o mesmo que a variante Diesel equivalente. Além disso, os custos de manutenção dos modelos TGI são semelhantes aos dos veículos com motor de combustão tradicionais.