Escolas

É agora que se aposta no sucesso escolar de 2019

Autor
  • Diogo Simões Pereira
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É agora que os alunos, sobretudo os que receberam notas negativas como “presente de Natal”, têm de decidir se querem ou não fazer um esforço extra durante os próximos seis meses.

É agora, nos primeiros dias de janeiro, que todos temos de apostar no sucesso escolar dos alunos no ano lectivo de 2018/19. E é agora que os alarmes têm de disparar.

É agora que todos os pais ou encarregados de educação têm de marcar presença nas reuniões com directores de turma, realizadas em todas as escolas do país. É nessa reunião que os pais ou encarregados de educação têm de entender a real situação dos alunos tendo em vista o seu sucesso escolar daqui a seis meses, a partir da informação contida nas notas e nos comentários dos professores no final do 1.º período. Em particular, no caso dos alunos com negativas, é agora que se tem de garantir os apoios necessários, em casa e na escola, a partir de uma parceria séria entre pais e professores. Uma parceria que devem ser os pais a procurar, em primeira mão, com a confiança de que os professores darão a resposta adequada.

É agora que todos os directores de escola, de ciclo e de turma, mas também cada professor na sua disciplina, têm de fazer um balanço dos resultados do 1.º período, para poderem lançar ou reforçar as medidas educativas adicionais necessárias para cada aluno. As escolas devem recorrer aos recursos disponibilizados pelo Ministério da Educação, mas devem ir mais além, procurando ajuda em toda a comunidade educativa: desde logo, nos pais e encarregados de educação, sobretudo os mais capacitados, que podem ajudar de formas muito próximas, promovidas pelas associações de pais; nas autarquias, que apostam cada vez mais no sucesso escolar através de programas variados; mas também nas empresas e sociedade civil, que estão mais abertas a apoiar as escolas, através de modelos de voluntariado (explicações ou «mentoring», por exemplo).

É agora que o Ministério da Educação, e toda a sua rede de serviços centrais e regionais, tem de fazer também um balanço dos resultados do 1.º período, e assegurar-se que os recursos previstos orçamentalmente e os instrumentos desenvolvidos ou apoiados estão a ser usados convenientemente, isto é, a ser focalizados nos alunos que mais precisam, pelo risco em termos de desempenho escolar ou pela sua fragilidade familiar. Destaco a prioridade aos alunos do 1.º ano: é agora que se tem de garantir que todos aprendem a ler até à Páscoa. Isso determinará o sucesso escolar ao longo dos 12 anos seguintes.

É agora que os alunos, sobretudo os que receberam notas negativas como “presente de Natal”, têm de decidir se querem ou não fazer um esforço extra durante os próximos seis meses. É claro que esta decisão precisa do apoio decisivo dos pais ou encarregados de educação, dos professores e demais técnicos das escolas. Por isso, a aposta dos alunos depende da dos outros atores, sobretudo no caso dos mais novos.

É também agora, nos primeiros dias de janeiro, que a Associação EPIS – Empresários Pela Inclusão analisa, todos os anos, o desempenho escolar dos cerca de 9 mil alunos que acompanha em 44 concelhos do continente e 3 ilhas dos Açores fora: (1) sinalizando novos alunos em todos os ciclos, que apresentam sinais de risco e (2) verificando as melhorias dos já acompanhados em anos anteriores. É agora que a EPIS reúne a sua rede nacional de 170 mediadores para o sucesso escolar e ajusta as prioridades de trabalho para o 2.º período. E é agora que fazemos disparar os alarmes.

No início de janeiro, todo o país, o Governo, os cidadãos, os professores e os pais deviam notar que trabalho está a ser feito. Agora, no início de janeiro.

Diretor-geral da Associação EPIS – Empresários Pela Inclusão Social

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

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