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1. A controvérsia em torno da vinda de Marine Le Pen a Portugal encerra uma questão paroquial, portuguesa – se vem ou não à Web Summit — que está resolvida (não vem) e uma questão mais substantiva: como se defendem as democracias dos inimigos da democracia? As respostas do Bloco de Esquerda, de outros comentadores e de Paddy Cosgrove a esta questão são diferentes e radicam quer na posição em relação à democracia liberal quer em relação ao estado da democracia hoje.  Os primeiros implicitamente consideram a democracia, em geral, e a portuguesa em particular, vulnerável e por isso pode ser ameaçada por pessoas como Marine Le Pen. O segundo considera que a democracia é suficientemente robusta e se reforça pelo confronto de liberdades de expressão por mais extremados e antagónicos que sejam os argumentos utilizados.

A Web Summit é o maior acontecimento que se passa fisicamente num território, Lisboa, mas que tem uma dimensão mediática global quer pelas dezenas de milhar de participantes, mas sobretudo pelos milhões que acedem aos seus conteúdos online. Sendo um evento privado e a maior conferência tecnológica da internet, na Europa, a primeira questão que se coloca é saber se deverá haver apoio das autoridades portugueses a este evento. Parece-me óbvio que sim, pela importância e impacto económico de curto prazo, médio e longo prazo não só na visibilidade de startups portuguesas, mas também na atração para Portugal de emprego em empresas tecnológicas de outros países.

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