Pretende-se aqui encontrar (descobrir) o modo correto e rápido de libertar as pessoas deste pesadelo do covid-19, com segurança, confiança e saúde.

Estabelecer o modo mais adequado de normalização socioeconómica e da implementação das medidas populacionais corretas, para que se possa conduzir Portugal a uma recuperação acelerada da vida em sociedade, minimizando ao máximo o risco de complicações graves da covid, passa por apresentar um olhar novo sobre o processo de movimentação do povo no recolhimento e no desconfinamento.

(Bónus: esta modalidade promete benefícios imediatos, mas também outros a medio e longo prazo!)

Pois existe imensa informação sobre o covid, acessível a todos na net. De boa qualidade e também outra tanta (ou mais) pior que lixo: as fake news e os trabalhos científicos enviesados ou simplesmente inválidos e trafulhados.

Há muito material novo a ser criado todos os dias, em movimento vertiginoso planetário, ideias originais, dinamismo jornalístico, vitalidade científica.

No mundo inteiro está tudo de acordo: a economia está a pagar um alto preço pela paralisação, todos querem os negócios de novo em andamento, o dinheiro a circular, a mudar de mãos a todo o momento. Comércio, acorda por favor!

Um aparte para sumarizar, relembrar as características importantes da doença, já fortemente suspeitas desde Março mas só recentemente compreendidas, em parte e nem sempre totalmente, pelos governantes e poderosos de todo o mundo. Assume-se:

  1. Elevadíssima contagiosidade, pessoa a pessoa;
  2. Quadro clínico grave, prolongado e de desenrolar imprevisível em apenas alguns (poucos) indivíduos (falando em termos percentuais, claro);
  3. Mortalidade global muito baixa por covid; mas letalidade elevada em certos grupos de risco, já muito bem caracterizados, na sua maior parte;
  4. População afetada muito maior do que a diagnosticada (variando país a país e com o numero e precisão dos testes realizados) podendo o contacto com o covid (gerador de anticorpos) ser “grosso modo” 4 a 40 vezes maior do que o diagnóstico feito pelos testes da zaragatoa!

O que se fez no início da crise? Confinamento total (exceto pessoas em serviços essenciais).
Fez-se bem.

O que não se fez a meio da crise: Desconfinamento parcial rápido da maior parte da população. Foi pena, foi mau. Muita atenção: os indivíduos a libertar seriam criteriosamente selecionados…

Isso deveria ter sido feito na altura certa, quando a epidemia estava controlada (numero de novos casos (e de novos falecidos) em inicio de curva descendente.  Ainda pode ser feito com benefícios em muitos locais do mundo, cá inclusive, melhor tarde que nunca.

Esta ação necessitaria 2 coisas fáceis, mas que pressupõem moderada capacidade intelectual, cultura cientifica médica e de gestão, honestidade, voluntarismo e vontade de trabalhar. Tudo isto junto? Pois, parece impossível. São elas: quantificar, identificar os indivíduos de risco de complicações covid graves e protege-los de forma altamente eficaz; libertar toda a restante sociedade, com limitações mínimas, mas rigorosas (explicação noutro documento).

Pois, é mesmo só isto. O que está a ser feito é diferente? É, muito!

Está-se a desconfinar praticamente toda a sociedade, com extremos cuidados e cautelas gerais, com muitos regulamentos, imensos condicionalismos.

“One size fits all.”  É o que costumamos referir nos meios académicos como medidas básicas, bisonhas.  “Shot-gun therapy.”  É dar o antibiótico de maior potencia e espectro para tratar algo que não se sabe o que é, na esperança de “a bomba nuclear” matar a bactéria …mas o portador também não fica muito católico! Precisamente o que ensinam nas Faculdades de Medicina que não se deve fazer, traduz a ignorância do ator… “Deitar o bebé fora com a água do banho.”

Não é totalmente errado “cautela e caldos de galinha não fazem mal a ninguém”. Mas sim, é um pouco imbecil (o ato, não o agente, claro).

Pois. Não se devem desconfinar todos. Há pessoas que precisam manter-se (mais algum tempo, não muito) protegidas e definitivamente melhor do que eram antes.  Exemplos noutro artigo.
Os outros?: rapidamente para a vida diária normal, sem restrições.

Esta é a solução correta.

Para isso identificam-se os grupos: já falei na escala, no score de risco chamado COVID CLINICAL RISK SCORE.  De relativamente fácil uso e aplicação, dados os conhecimentos científicos existentes (suficientes, embora ainda escassos).

É fundamental nesta altura ler um artigo extraordinário do The Economist que saiu há muito pouco tempo (link aqui). Tem a chancela de qualidade duma das melhores revistas do mundo.  É de certa maneira complementar a este, ilumina muito bem o caminho a seguir.

A partir daqui é pegar nas ideias, aprofundar os temas, criar um plano, por em prática.

Resumindo, material necessário: políticos esclarecidos e com poder, honestos. Conhecimentos científicos matemáticos, epidemiológicos e clínicos: básicos. Capacidade de gestão e organização: mediana. Vontade: bastante.

Resultado: vida quase normal para a maioria, já. Isso inclui a economia, tanto quanto possível e tanto maior quantos mais países adotarem o método. Para os que não podem ser já libertados, um pouco mais tarde serão recompensados.

Ah, o bónus que falei no início: a tão querida imunidade de grupo!

PS:  As opiniões são legitimas e, por muita certeza que tenhamos numa proposta e num conjunto de ideias, é sempre possível que existam outras mais adequadas, melhores. Mas o que me parece redutor e que nos envergonha a todos é a ausência de pluralidade opinativa, diversidade ideológica, divulgação e debate franco e criativo. Só se fala no politicamente correto. Contraditório? Pífio. Ideias diferentes? Népias. É esta sociedade que queremos?