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Agências de Rating

Governo confia que melhoria da economia vai refletir-se “brevemente” no rating do país

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O Ministério das Finanças já respondeu à S&P e acena com "o acumular de sinais de progresso" que acredita existirem na economia portuguesa e que diz que a agência também reconhece.

ANDRÉ KOSTERS/LUSA

No dia em que a agência de rating Standard & Poor’s manteve a notação de Portugal em “alto risco”, o Governo responde com o “acumular de sinais de progresso” que diz ver na economia do país e que, por isso mesmo, “está confiante que esta realidade será brevemente refletida na avaliação das agências de rating“.

Num comunicado emitido pelo Ministério das Finanças, o Governo aponta para a metade cheia do copo, ignorando os avisos feitos pela agência de rating sobre o impacto do aumento do salário mínimo na contratação pelas empresas. O Governo frisa antes que a agência “reconhece que, em 2016, Portugal excedeu as expetativas de crescimento económico e de emprego, tendo o Governo superado o seu objetivo de ajustamento orçamental e contribuído de forma eficaz para recuperar a estabilidade do setor financeiro”.

Também sublinha que a S&P “aponta para uma aceleração do crescimento económico” até 2020 e que o emprego “evoluiu de forma positiva”. E também aponta para os “desenvolvimentos positivos” que diz que a agência identifica no setor financeiro — sem referir os riscos que a agência regista. Ainda assim, o Ministério das Finanças acrescenta que “a estabilização do setor financeiro operada em 2016, e continuada em 2017, é uma condição essencial para restaurar as normais condições de crédito à economia portuguesa”, contribuindo para a aceleração do investimento.

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