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Terrorismo

Há 30 locais susceptíveis a ataques terroristas ainda sem plano de segurança

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Há 150 locais identificados em Portugal como os mais susceptíveis de sofrerem um ataque terrorista e são precisos planos de segurança para todos. Dez anos passados, faltam aprovar pelo menos 30.

Portugal tem 150 locais identificados como os mais suscetíveis a sofrer um ataque terrorista. Caso isso venha a acontecer no nosso país, as instalações do setor da Energia, Transportes e Comunicações seriam os principais alvos, já que qualquer problema no seu funcionamento pode ter um duro e longo impacto no dia-a-dia da população. Em menos de três anos a secretária-geral do Sistema de Segurança Interna (SSI) aprovou cerca de meia centena de planos de segurança de infraestruturas críticas nacionais mas ainda há 30 por validar, avançou este domingo o Diário de Notícias.

Depois de uma década pontuada por um aumento dos ataques terroristas no Ocidente, em países como os Estados Unidos, Espanha e Inglaterra, Portugal procedeu, em 2007, à identificação destas infraestruturas consideradas “críticas” com o objetivo de definir uma estratégia comum para a sua proteção.

Quem trata de garantir que estes locais têm os planos de segurança e contingência em dia é o SSI, na vertente da segurança e a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), que se ocupa dos esforços de socorro. O primeiro levantamento, conduzido pela Comissão Nacional do Planeamento Civil de Emergência, sob tutela do Ministério da Defesa, concluiu que o país estava totalmente dependente de 89 destas 150 infraestruturas e que 60% delas estavam situadas em zonas de intensidade sísmica máxima e vulneráveis a atentados terroristas.

Segundo disse o SSI ao Diário de Notícias, entre 2009 e 2014, o trabalho do SSI limitou-se “à construção jurídica, doutrinária e conceptual, de cabal importância, para desenvolver as metodologias de identificação das infraestruturas, dos requisitos dos planos de segurança e dos mecanismos de avaliação”.

Antero Luís, ex-diretor do SSI, justifica a demora com a “complexidade” do processo mas garante que os responsáveis destes locais “estão bastante sensibilizados para as ameaças e riscos e todos têm planos de segurança internos, mesmo que ainda sem a aprovação do SSI”.

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