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Papa em Fátima

Processo de Lúcia aberto no Vaticano. Segue-se síntese de 15 mil páginas

O processo de beatificação e de canonização da irmã Lúcia já foi aberto no Vaticano, seguindo-se a síntese das 15 mil páginas enviadas para Roma. O processo pode demorar "longos meses".

Ao todo, são 15 mil páginas, entre escritos de Lúcia e depoimentos de mais de 60 testemunhas ouvidas acerca da "sua fama de santidade e das virtudes heroicas"

O processo de beatificação e de canonização da irmã Lúcia já foi aberto no Vaticano, seguindo-se a síntese das 15 mil páginas enviadas para Roma, que poderá demorar “longos meses”, informou a vice-postuladora da causa.

Depois de concluída a fase diocesana do processo em fevereiro, decorreu a abertura oficial no Vaticano, pela chancelaria da Congregação para as Causas dos Santos, “onde se verificou que as caixas chegaram íntegras e os selos não violados”, por volta do início do mês de abril, disse à agência Lusa a vice-postuladora da causa, Ângela Coelho.

Com o arranque da fase romana do processo, realiza-se a encadernação das 15 mil páginas em duas cópias, em volumes de “300 a 400 páginas”, sendo depois pedido “um relator na Congregação para as Causas dos Santos”, que poderá ter a ajuda de mais um ou dois teólogos para fazer a síntese do processo, referiu. Ao todo, são 15 mil páginas, entre escritos de Lúcia (cartas a bispos e a papas e o diário) e depoimentos de mais de 60 testemunhas ouvidas acerca da “sua fama de santidade e das virtudes heroicas”.

Segundo Ângela Coelho, a fase de síntese do processo num único volume de 500 a mil páginas deverá demorar “longos meses de trabalho” e não deve ficar finalizada durante este ano. Além disso, há que adicionar à equação a parte financeira e que poderá influenciar a rapidez do processo – quanto mais dinheiro mais teólogos poderão estar associados ao trabalho.

Por ser uma causa recente, não é uma causa com grandes fundos”, explanou a vice-postuladora, sublinhando que se tem apelado “aos benfeitores”.

Se os teólogos derem parecer positivo, após o estudo da vida e das virtudes da irmã Lúcia, o processo é apresentado ao papa, que a proclama venerável. A partir daí, é impossível prever datas, face às necessidades da confirmação de um “milagre” para ser beata, disse.

Associados ao processo, de entre largas “centenas de graças” recebidas, estão cinco “casos” que ocorreram depois da morte (o milagre para a beatificação só poderá ter ocorrido depois da morte da pessoa que se pretende ser beatificada) e que chamaram a atenção da vice-postuladora. Entre as graças, há um “politraumatizado em Itália, uma pessoa com patologia cerebral em Portugal e uma criança com uma patologia infecciosa grave na Argentina”, afirmou à Lusa Ângela Coelho. Um desses casos poderá ser reconhecido como milagre por parte da Igreja Católica e permitir a Lúcia ser declarada beata. Posteriormente, para ser canonizada, é necessário surgir um outro milagre, considerado como tal pela Igreja Católica.

Pode demorar muitos ou poucos anos. É algo variável e imprevisível”, frisou Ângela Coelho.

Os pastorinhos Francisco e Jacinta, que, com a prima Lúcia, estiveram no centro dos acontecimentos de maio de 1917, vão ser canonizados pelo papa Francisco no sábado.

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