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15 fotos dos cemitérios das coisas, de naves espaciais a cabines telefónicas

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Para onde vão os carros, tanques de guerra ou os submarinos quando deixam de ser úteis? Para cemitérios. Conheça 15 sítios onde as coisas feitas pelos humanos se vão degradando. Um deles é português.

Bruce Butcher Photography

Em Pedras d’El Rei, na praia algarvia do Barril, Tavira, dezenas de âncoras vão sucumbindo à ferrugem provocada pela brisa marinha. Foram em tempos ferramentas essenciais para a pesca do atum e da sardinha na costa portuguesa, que prendiam as gigantescas redes que prendiam os peixes.

Foi graças a estas âncoras que a indústria das conservas em Portugal se desenvolveram, mas tudo mudou ainda antes dos anos sessenta: primeiro foram as âncoras das armações de sardinha que começaram a desaparecer e a ser deixadas nas dunas. A seguir, vieram as de atum, cuja armação ficava no Cabo de Santa Maria, mas que deixou de as recolher em 1968. Tudo porque a atividade piscatória estava a ficar demasiado cara, já que os barcos tinham de se afastar cada vez mais da costa à medida que o peixe ia escasseando junto à praia.

Desde então que as âncoras foram enferrujando na Praia do Barril, mas também na Ponta da Galé, em Setúbal, no Cabo Carvoeiro, no Cabo de São Vicente e na praia da Arrifana.

É um dos cemitérios das coisas feitas por humanos para nos ajudar no quotidiano, mas que acabam por ser abandonadas. Há muitos outros espalhados pelo mundo. Conheça 15 na fotogaleria.

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