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Fogo de Pedrógão Grande

Os incêndios que mais mataram no mundo

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O incêndio mais mortífero conhecido aconteceu em 1871 nos EUA. Em 2009 morreram 173 pessoas na Austrália. E há 10 anos os fogos na Grécia fizeram 77 mortos.

MIGUEL A. LOPES/EPA

O incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande é o que mais vítimas mortais provocou nas últimas décadas em Portugal, e um dos mais graves a nível mundial, nos últimos anos, com pelo menos 62 mortos e 62 feridos.

A nível europeu, o fogo de Pedrógão Grande é apenas ultrapassado, em número de vítimas, pelos incêndios na Grécia, durante o verão de 2007, que provocaram a morte de 77 pessoas, e pelos fogos na Aquitânia, em França, há quase 70 anos, quando morreram 82 pessoas. Na Rússia, em 2010, os incêndios de verão causaram perto de seis dezenas de vítimas mortais.

Em Portugal, em setembro de 1966, um fogo na serra de Sintra foi notícia em todo o mundo, devido à morte de 25 militares do Regimento de Artilharia Anti-Aérea Fixa de Queluz (RAAF), que tentavam combater as chamas.

Em 1985, em Armamar, morreram 14 bombeiros apanhados pelas chamas e, no ano seguinte, em Águeda, o fogo provocou 16 mortos.

Os incêndios de 2003 causaram duas dezenas de mortos, em todo o país. E, em agosto de 2013, quando se registaram mais de 7.000 incêndios, morreram nove pessoas – oito bombeiros e um civil – com 120 mil hectares de floresta ardida.

No ano de 2012, centenas de incêndios registados em Portugal provocaram seis mortos, quatro deles bombeiros. No ano passado, morreram três pessoas, nos incêndios na Madeira, que destruíram 37 habitações, uma situação que levou o Governo a fazer um pedido de ajuda à União Europeia para o combate ao sinistro.

Em junho de 2006, no distrito da Guarda, cinco bombeiros chilenos morreram ao combaterem o fogo.

O incêndio que deflagrou no sábado no concelho de Pedrógão Grande, e que alastrou aos concelhos de Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, provocou pelo menos 62 mortos.

Da tragédia de Sintra em 66, aos fogos na Madeira: os incêndios mais mortíferos

Eis um resumo dos incêndios florestais que causaram mais mortos ocorridos no mundo:

2010

Rússia — Cerca de seis dezenas de pessoas morreram em incêndios que devastaram, entre o final de julho e o final de agosto, mais de um milhão de hectares de floresta e pântanos, queimando aldeias inteiras na zona ocidental do país, que enfrentava uma onda de calor e uma seca sem precedentes.

2009

Austrália — De 7 a 11 de fevereiro, pelo menos 173 pessoas morreram em incêndios no sudeste, nomeadamente no Estado de Victoria, onde cidades inteiras e mais de 2.000 casas foram destruídas. O fogo durou várias semanas, tendo sido contido por milhares de bombeiros e voluntários. Foi um dos piores incêndios no país.

2007

Grécia 77 pessoas morreram no final de agosto em incêndios florestais sem precedentes, que destruíram 250.000 hectares, no Peloponeso (sul) e na ilha de Eubeia (a segunda do mar Egeu em superfície, a nordeste de Atenas). Foram os incêndios mais graves ocorridos na Grécia, nos últimos anos.

1987

China — Em maio, o mais grave incêndio florestal da história recente do país causou pelo menos 119 mortos no nordeste, além de 102 feridos e 51.000 desalojados.

1949

França — Em agosto, nos Landes, na região da Aquitânia (sudoeste), morreram 82 pessoas que combatiam os fogos. As vítimas — bombeiros, voluntários e 23 militares do 33.º regimento de artilharia de Châtellerault — foram apanhados por uma “nuvem de fogo” causada por uma mudança súbita na direção e intensidade dos ventos.

1871

Estados Unidos — O incêndio florestal mais mortífero parece ter sido o de outubro deste ano em Peshtigo (Wisconsin), que causou entre 800 e 1.200 mortos, segundo as estimativas. O fogo, que tinha deflagrado na floresta há uns dias, destruiu em algumas horas a localidade de 1.700 habitantes, bem como outras 16 vilas, numa área de mais de 500.000 hectares.

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Igreja Católica

O diabo existe… graças a Deus!

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

As nossas representações do diabo são ‘figuras simbólicas’, mas não o próprio demónio, cuja realidade e actuação são verdades de fé reveladas na Bíblia.

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