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São Tomé e Príncipe

Educação ambiental é essencial para a humanidade, afirma Presidente da República de São Tomé e Príncipe

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A educação ambiental é essencial para a humanidade, considerou o Presidente são-tomense, Evaristo Carvalho. O chefe de Estado recordou também na sua intervenção a importância Acordo de Paris.

Evaristo Carvalho referiu-se ao facto do país, particularmente a ilha do Príncipe, estar "na vanguarda de políticas amigas do ambiente"

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

A educação ambiental é essencial para a humanidade, considerou, esta segunda-feira, o Presidente são-tomense, Evaristo Carvalho. O chefe de Estado falou na abertura do IV Congresso Internacional de Educação Ambiental da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em São Tomé e Príncipe.

Num momento em que é bastante recorrente a abordagem de questões ambientais, sobretudo na sua vertente proteção, a realização de um congresso sobre a educação ambiental, mais do que uma exigência da atualidade é uma visão de desenvolvimento e de sobrevivência da humanidade”, disse Evaristo Carvalho.

Segundo o chefe de Estado são-tomense, “falar da educação ambiental é perceber a necessidade de adoção de políticas com vista a prevenir as alterações climáticas, bem como os riscos e desastres ambientais”.

Evaristo Carvalho recordou na sua intervenção que o Acordo de Paris sobre as alterações climáticas “traduz o compromisso dos Estados sobre a necessidade de adoção de medidas de mitigação da mudança climática a partir de 2020”.

O Presidente são-tomense referiu-se ao facto do país, particularmente a ilha do Príncipe, estar “na vanguarda de políticas amigas do ambiente”, e sublinhou que a educação ambiental “pressupõe tomada de consciência e a formação, pois necessário se torna cada vez mais se preocupar com o ambiente”.

O anfitrião do congresso, o presidente do Governo regional, José Cassandra, pediu na sua intervenção aos delegados que dêem contribuições que ajudem a definir linhas de força que permitam “a formulação de políticas públicas para criação de condições de fortalecimento da educação ambiental” nos respetivos países.

“A terra é uma ilha, nunca como hoje o imperativo da interdependência ambiental contribuiu tanto, de forma voluntaria para a inauguração de formas de entendimento, alianças, compromissos e cooperação internacional entre países e comunidades em torno de questões e preocupações ambientais globais”, sublinhou José Cassandra.

Precisamos começar a edificar agora o futuro, oferecendo aos nossos jovens e às nossas crianças ferramentas que permitam um pensamento estruturado para a ação critica sobre a temática ambiental, com a finalidade de contribuírem para a transformação do mundo”, apelou o presidente do Governo regional.

José Cassandra desejou ainda que o congresso abra caminho para a criação de condições, no contexto regional, para contribuir, no futuro, na apresentação e desenvolvimento de “novas propostas e alternativas no plano ambiental, económico, social, cultural e até infraestrutural, materializadas em documentos estratégicos e estruturantes”.

Para o presidente do Governo regional, o respeito pela conservação da natureza, a preservação da biodiversidade e a promoção da educação ambiental fazem parte da estratégia para a formação e sensibilização dos cidadãos.

José Cassandra colocou a ilha do Príncipe no contexto de “uma ínfima parte” do planeta Terra mas congratulou-se com o exemplo que região autónoma tem dado ao mundo “em matéria de conservação do ambiente e da biodiversidade”.

Os trabalhos do congresso, que termina no próximo dia 20, decorrem no Centro de Formação Profissional da cidade de Santo António, na Região Autónoma do Príncipe.

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