Paris

Seis militares franceses atingidos por carro nos subúrbios de Paris. Suspeito foi detido

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Seis soldados franceses do sistema antiterrorista ficaram feridos depois de terem sido abalroados por um carro, nos subúrbios de Paris. Condutor foi detido. Caso está a ser tratado como "acidente".

YOAN VALAT/EPA

Seis militares franceses do dispositivo de vigilância antiterrorista Operação Sentinela ficaram feridas esta manhã quando um carro os atingiu em Levallois Perret, nos subúrbios de Paris. Segundo a AFP, um suspeito já foi detido, após uma operação para tentar localizar o veículo que durou toda a manhã. O governo francês já confirmou que o suspeito detido é mesmo o condutor da viatura.

De acordo com o Le Figaro, entre os seis soldados feridos, quatro são feridos ligeiros e dois mais graves. Nenhum corre perigo de vida. Por esta altura, o caso está a ser tratado como “um acidente”, mas a investigação está em curso e o presidente da câmara de Levallois Perret fala mesmo em “ato deliberado”.

O veículo, que se acredita ser um BMW de cor escura, estava em contra-mão numa via de sentido único quando abalroou os soldados.

A Operação Sentinela, da qual faziam parte os soldados feridos, deriva do estado de emergência que foi decretado em França depois dos ataques terroristas de novembro de 2015. Os militares daquele grupo de patrulha estariam, por volta das 8h da manhã desta quarta-feira, junto ao carro no centro de Levallois Perret, na Place de Verdun, quando foram abalroados por outro veículo.

O presidente da câmara de Levallois Perret, Patrick Balkany, está a descrever o sucedido à imprensa francesa como uma “agressão deliberada”, dizendo que um BMW de cor escura estaria estacionado nas imediações à espera que os soldados saíssem dos seus postos.

“É sem dúvida um ato deliberado… este veículo estava à espera deles”, disse à BFMTV, acrescentando que o “BMW acelerou muito rápido no momento em que eles apareceram”. “E isto aconteceu no meio da cidade, foi tudo muito rápido”, diz ainda.

Segundo o britânico The Guardian, há testemunhas a sugerir que o condutor estava sozinho no veículo. As autoridades francesas ainda estão a investigar as causas e os motivos do incidente, mas é certamente o último ataque a forças de segurança francesas depois de, em abril, um oficial da polícia ter sido morto nos Campos Elísios.

O ministro do Interior e a ministra das Forças Armadas deverão encontrar-se ao início da tarde no hospital militar onde estão os feridos. Em comunicado, a ministra das Forças Armadas, Florence Parly, condena “com a maior firmeza” este “ato covarde”, mas garante que “não vai prejudicar a determinação dos militares para trabalhar em prol da segurança dos franceses”.

No mesmo comunicado, a ministra diz que é preciso esperar pelo inquérito em curso para apurar as circunstâncias e motivações do autor do ataque.

O comunicado da ministra é a primeira posição oficial do governo de Paris sobre o atropelamento dos seis militares que se preparavam para iniciar uma missão de patrulha nos arredores da capital.

Procuradoria abre processo por tentativa de assassinato de militares

A secção antiterrorista da Procuradoria de Paris instaurou entretanto um processo “por tentativa de assassinato” dos seis militares atropelados por um veículo que se pôs em fuga em Levallois Perret. Por enquanto ainda não foi nomeado um culpado, mas a Procuradoria iniciou uma investigação por uma tentativa de assassinato de elementos das forças de segurança, “relacionada com um plano terrorista”.

Segundo a Associated Press a declaração da Procuradoria dá a entender que se tratou de um ataque deliberado e planeado e com intenções terroristas.

A polícia francesa já mobilizou “muitos meios” para encontrar o veículo e o condutor que atropelou hoje seis militares na cidade de Levallois Perret, disseram fontes do Ministério do Interior à agência Efe.

A operação de busca está a socorrer-se das imagens captadas pelas inúmeras câmaras de vigilância instaladas em Levalloius Perret, cidade situada a oeste da capital francesa.

A Operação Sentinela tem 10 mil soldados a patrulhar todo o país, a que se juntam 4.700 agentes da polícia e polícia militar.

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