Volkswagen

CEO da VW admite que Tesla está mais à frente (mas só por enquanto)

Depois de ter garantido que a Volkswagen suplantaria a Tesla, o CEO da marca alemã decidiu pensar melhor no assunto. E, agora, assume que a marca americana tem aptidões que os restantes ainda não têm.

A Volkswagen está a contar com o efeito "escala" para sobrepor-se à Tesla, mas tem de "melhorar significativamente", nas palavras do próprio CEO da marca germânica

Autor
  • Francisco António

Há cerca de um mês, o CEO da Volkswagen, Herbert Diess, decidiu fazer uma afirmação tão forte, quanto potencialmente polémica. Segundo ele, a Volkswagen seria capaz de acabar com a supremacia da Tesla no domínio do veículo eléctrico, uma vez que possuía capacidades de que o fabricante norte-americano simplesmente não dispunha.

Apesar das diferenças impossíveis de desmentir – desde logo, na capacidade de produção (a Volkswagen é, por estes dias, o maior construtor automóvel, ao passo que a Tesla continua um fabricante de nicho) –, a verdade é que, atenuado o impacto do momento (e da declaração), Diess terá decidido pensar melhor no que havia dito. E agora corrigiu-se.

A Tesla tem aptidões de que, actualmente, nós ainda não dispomos”, acaba de admitir.

Questionado, segundo noticia a agência noticiosa Reuters, sobre quais os fabricantes que a Volkswagen vê hoje em dia como principais adversários, o CEO terá afirmado que “no ‘velho mundo’, é claramente a Toyota, a Hyundai e os construtores franceses”, ao passo que, “‘novo mundo’, é a Tesla”. Seguindo-se então o reconhecimento de que, no caso da marca norte-americana de veículos eléctricos, “está entre os concorrentes com aptidões de que, de momento, nós ainda não dispomos”.

Herbert Diess assume que a marca tem “de melhorar significativamente”, reiterando que é capaz de o fazer: “Comparamo-nos deliberadamente à Tesla, com o objectivo assumido de usar todas as nossas capacidades, não para igualá-los, mas para suplantá-los.”

I.D. será 7000€ mais barato que o Tesla Model 3

Embora possam ser entendidas como um passo atrás nas afirmações feitas há cerca de um mês, a verdade é que as declarações do CEO da Volkswagen não deixam de revelar uma postura de desafio face ao fabricante fundado pelo empresário Elon Musk. Com a marca alemã a procurar utilizar as vantagens decorrentes de uma dimensão e capacidade verdadeiramente mundiais, para fazer frente à inovação e liderança conseguidas por uma ainda pequena marca automóvel, que vive de um pequeno segmento do mercado , como são os veículos eléctricos.

Aliás, para termos uma ideia das diferenças entre as duas companhias, basta recordar que o Grupo Volkswagen vendeu, só em 2016, quase 6 milhões de carros (5.987.800), ao passo que a Tesla, com as suas dificuldades de produção, não foi além das 83.922 unidades.

E se ambas as marcas atravessam dificuldades, ainda que por motivos distintos – enquanto a Volkswagen continua a tentar ultrapassar o chamado Dieselgate Diesel, a Tesla vê o seu crescimento limitado pela guerra que lhe é movida pelos concessionários tradicionais, sindicatos e pela imagem de marca de nicho -, a verdade é que o grupo alemão parece ter argumentos para sair mais depressa dos problemas em que se meteu. Isto porque o seu poderio financeiro lhe permite, por exemplo, não só adicionar à força laboral tradicional profissionais de topo provenientes das novas tecnologias, como é o caso dos especialistas em software, como também fixar preços nos seus eléctricos bem mais competitivos que a rival. A demonstrá-lo, a promessa de vir a comercializar o I.D. a um preço 7.000€ inferior ao do novo Model 3.

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