António Costa

Costa registou pedido de desculpas do Ministério Público às famílias das vítimas de legionella

O primeiro-ministro salientou que não lhe compete avaliar a atuação do Ministério Público ao determinar a autópsia de duas vítimas de 'legionella' que já se encontravam a ser veladas.

MIGUEL A. LOPES/EPA

O primeiro-ministro salientou esta quinta-feira que não lhe compete avaliar a atuação do Ministério Público ao determinar a autópsia de duas vítimas de ‘legionella’ que já se encontravam a ser veladas, mas disse registar o pedido público de desculpas.

António Costa falava aos jornalistas na Web Summit, em Lisboa, depois de interrogado sobre a atuação do Estado, em particular sobre o papel do Ministério Público, no caso do surto de ‘legionella’, que já fez dois mortos, tendo sido identificados 41 casos como positivos.

“Creio que o ministro da Saúde [Adalberto Campos Fernandes] tem sido muito claro na explicitação daquilo que aconteceu e dos inquéritos que estão em curso para o apuramento dos factos”, começou por responder o líder do executivo.

Depois, António Costa foi confrontado com o facto de o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) ter dado ordens à PSP para recolher dois corpos que já tinham saído das unidades hospitalares e que se encontravam a ser velados pelas suas famílias em igrejas de Campo de Ourique e de Belém, em Lisboa.

“Relativamente à atuação determinada pelo Ministério Público não me compete obviamente avaliar, mas registo que o próprio Ministério Público deu uma explicação pública e apresentou as desculpas devidas por uma atuação que, obviamente, não é condizente com desejado relacionamento entre o Estado e os cidadãos”, declarou o primeiro-ministro.

Segundo o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, até ao momento estão identificados 41 casos como positivos”.

“Dois doentes já tiveram alta, dois infelizmente faleceram. Em relação aos outros, estão cinco em cuidados intensivos e os restantes em internamento geral com sinais de recuperação e de melhoria significativa”, sintetizou.

O surto de ‘legionella’ identificado na sexta-feira no Hospital São Francisco Xavier já provocou dois mortos.

A maioria dos casos deste surto ocorreu em mulheres (63%) e mais de 70% dos doentes infetados têm 70 ou mais anos.

Segundo a Direção Geral de Saúde, o primeiro caso de diagnóstico da doença dos legionários foi confirmado em 31 de outubro.

Na passada sexta-feira foram confirmados oito casos, 14 no dia seguinte e quatro no domingo. Na segunda-feira foram confirmados sete casos, na terça-feira três casos, quarta-feira quatro casos e hoje até às 12:30 um outro.

Na terça-feira, o ministro da Saúde disse que a origem do foco de ‘legionella’ em Lisboa foi o hospital São Francisco Xavier, considerando que as primeiras evidências apontavam logo para uma emissão dentro do perímetro da unidade hospitalar.

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