As estimativas do PIB do primeiro trimestre do ano para as várias economias da zona euro são divulgadas esta quinta-feira. As previsões apontam para um crescimento da economia alemã de mais de 0,8% face aos últimos três meses de 2013, e para uma estagnação da economia gaulesa, escreve o Wall Street Journal.

O instituto de estatística alemão avança que, a confirmar-se este valor, é o crescimento mais rápido desde o primeiro trimestre de 2011 e o dobro da taxa de crescimento registada no último trimestre do ano passado. O consumo interno, tanto das famílias como do Estado, terá sido o principal motor do crescimento. O comércio externo, no entanto, foi o principal travão. Cálculos preliminares mostram que as exportações caíram, e as importações aumentaram.

Os consumidores franceses, por outro lado, apertaram os cintos e as empresas mantiveram-se de pé atrás no investimento. Os dados preliminares do Insee (agência de estatística francesa) mostram que, de janeiro a março, a economia francesa, que é a segunda maior da Europa, falhou o objetivo de crescimento. Economistas consultados pelo Wall Street Journal acreditam que houve uma desaceleração do crescimento de 0,1% neste primeiro trimestre. Nos últimos três meses de 2013, tinha crescido 0,2%.

Os dados do PIB francês aumentam a pressão sobre o impopular presidente François Hollande, que, depois de ter aumentado brutalmente os impostos no primeiro ano e meio do mandato, mudou de abordagem em janeiro. Comprometeu-se a reduzir os gastos em vez de aumentar a receita, numa tentativa de levar as empresas a investir e a contratar.

A confirmar-se este cenário global, permanece a ideia de que a recuperação da zona euro ainda está frágil e vulnerável a retrocessos.