Mais de 400 campanhas online depois, em 11 idiomas, o foco do Turismo de Portugal no marketing digital teve frutos – que é como quem diz, turistas. Em 12 meses, o número de visitantes do portal de promoção turística internacional quase duplicou, passando de 3,1 milhões de visitantes em 2013 para 6 milhões em 2014, mais 92,5 %, segundo os resultados apresentados esta segunda-feira pelo Turismo de Portugal.

“A estratégia assente no marketing digital e não institucional foi iniciada em 2013 e será aprofundada nos próximos anos. Estamos ainda, e reconheço-o com humildade, numa fase consolidada mas inicial. O marketing digital envolve vários desafios, está em permanente mutação, e o Turismo de Portugal estará a par desses desafios e mutações”, explicou Adolfo Mesquita Nunes, secretário de Estado do Turismo, ao Observador.

No primeiro trimestre de 2014, as receitas turísticas subiram 5,9% para os 1,56 mil milhões de euros, quando comparadas com o primeiro trimestre de 2013, e o número de turistas cresceu 7,1%, para os 1,29 milhões, segundo os dados revelados pelo Turismo de Portugal, em maio.

Os dados sobre as visitas online dizem respeito ao ano móvel que terminou em abril e foram revelados na apresentação da estratégia “O Marketing Digital na Comunicação Internacional do Destino Portugal”, com cerca de 15 mil visitantes por dia, mais sete mil do que o que tinha sido revelado em abril de 2013 e 24.980 visualizações diárias no canal do Youtube do Turismo de Portugal, mais 23.155 do que no período homólogo.

“A aposta numa campanha totalmente online permite, com maior eficácia e gestão de meios, atuar mais próximo da decisão de férias do turista, levando-o a escolher e a divulgar Portugal e contribuindo fortemente para os bons resultados que o sector do Turismo tem apresentado”, adiantou João Cotrim de Figueiredo, presidente do Turismo de Portugal.

Em 2013, Portugal recebeu 14,4 milhões de turistas, mais 4,2% do que em 2012, registou 41,7 milhões de dormidas, mais 5,2% do que em 2012 e as receitas atingiram os 9,2 milhões de euros, mais 7,5% do que no ano anterior.

“As próximas etapas passam por melhorar a presença no mobile, através de apps, permitir maior partilha de experiências, através de ferramentas online, e medir e afinar em contínuo esta estratégia, através de remarketing e attribution analysis“, acrescentou o secretário de Estado.

Mais com menos

A estratégia de comunicação do Turismo de Portugal recorreu a cerca de 50% do investimento feito em anos anteriores, cinco milhões de euros, o que permitiu libertar recursos para reforçar a atividade de apoio à venda junto de operadores internacionais e aumentar o número de workshops comerciais focados no contacto próximo e exclusivo das empresas nacionais com os operadores e agentes dos 13 mercados-alvo, como Alemanha, Brasil, Espanha, Reino Unido ou Estados Unidos da América.

“Este não é um modelo dependente da influência de um governante, mas antes um modelo que vai ao encontro das necessidades das empresas, dos empresários, e que pretende beneficiar todos os agentes do sector”, disse o ministro António Pires de Lima.

Para Adolfo Mesquita Nunes, Portugal não pode continuar a fazer promoção como se fazia nos anos 90. “A promoção deve servir para captar turistas, não para captar votos”, disse, no discurso desta segunda-feira.

O reforço de valor e notoriedade da marca Destino Portugal devem continuar, sendo que o Turismo de Portugal deve centrar os seus esforços no destino do país como um todo, referiu o secretário de Estado. Mais: a sua promoção deve estar focada na comercialização, apoio à venda, captação de rotas e operadores e não na organização e patrocínio de eventos.

“Como secretário de Estado do Turismo o meu objetivo é claro: fazer crescer o contributo do setor do Turismo para a economia, liderando nas exportações, no crescimento do PIB, na criação de Emprego, no valor acrescentado para a economia nacional”, acrescentou.