António José Seguro prepara-se para levar amanhã, à Comissão Política do PS, uma proposta que aponta para setembro a realização das eleições primárias no PS. Segundo uma fonte próxima do líder socialista, “os prazos para a realização de primárias” – onde militantes e simpatizantes do partido escolherão o candidato a primeiro-ministro do partido – “não difere muito do que aconteceria em eleições diretas para a liderança”, a proposta que António Costa vê como preferencial.

Começando a preparação da disputa eleitoral neste início de junho, a direção socialista acredita que seria “muito difícil” que fosse possível a realização dessas diretas antes de Agosto, mês de férias. Pelo que vê como “natural” que tudo se decida no PS logo após as férias – “ainda antes do fim do verão, como pediu António Costa”.

Entre os mais próximos do presidente da câmara de Lisboa, porém, o prazo é visto como “esticado”. Mas sobretudo levanta dúvidas sobre a forma como se vai processar “e fiscalizar uma escolha em primárias”, que exige uma mobilização de meios superior à das diretas – visto que implica a possibilidade de escolha de pessoas que não são militantes do PS, mas que assinam uma declaração dizendo partilhar dos princípios políticos do partido. Costa disse já pretender um processo “claro, transparente e democrático”, e espera que a comissão interna que colocará o processo de pé seja paritária (com membros das duas candidaturas previstas).