O presidente executivo da Ryanair, Michael O’Leary, defendeu nesta quinta-feira, em entrevista à Lusa, que a TAP “precisa de ser vendida”, porque “é muito difícil aos governos gerirem as relações com os sindicatos”.

O gestor da companhia aérea de baixo custo, que se deslocou a Lisboa para anunciar as novidades da Ryanair para a época de inverno, defende que “a maioria das grandes companhias europeias pertence agora a privados e não mais aos governos” e que isso acontece porque “é muito difícil aos governos gerirem as relações com os sindicatos”.

Michael O’Leary acrescentou que é por esse motivo que existem “greves frequentes” na TAP e também na companhia italiana Alitalia e na irlandesa Aer Lingus.

Privatizar “ajudaria a TAP a tornar-se numa companhia aérea melhor, porque seria melhor gerida, com custos mais baixos e possivelmente novos aparelhos e começaria de novo a crescer”, defendeu.

A Ryanair vai lançar quatro novas rotas a partir de Lisboa na ápoca de inverno, para Milão, Roma, Bremen e Eindhoven, e reforçar as frequências diárias com destino ao Porto, Londres e Bruxelas.

Com estes reforços, passará a realizar 104 voos semanais a partir da Portela, para 14 destinos, sendo que a partir de Portugal serão servidas um total de 82 rotas.