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A controvérsia sobre a eleição do próximo presidente da Comissão Europeia está a aquecer. Numa entrevista que sai na edição deste sábado do Público, Manfred Weber, líder do maior grupo político no Parlamento Europeu (PE) afirma: “Se Jean-Claude Juncker não for o candidato, teremos uma grande crise institucional, não vejo qualquer possibilidade de o PE votar a favor de outro nome”.

O líder do Partido Popular Europeu (PPE), o mais votado nas eleições que decorreram na União a 25 de maio, acrescenta que “os Estados membros e as instituições que tentam alterar a proposta de Jean-Claude Juncker” estão a fazer um jogo “muito perigoso”. E afirma que ex-primeiro-ministro luxemburguês “é o candidato do PPE” e “foi apresentado como tal aos eleitores”, deixando o aviso que o bloco de centro direita votará contra qualquer candidato à presidência da Comissão Europeia indicado pelos Governos da União que não seja Juncker.

Manfred Weber, adianta o jornal, reconhece que será necessário haver negociações com os socialistas europeus de forma a obter a maioria necessária “para a definição das prioridades da próxima Comissão Europeia”, assim como “para os três lugares de topo em Bruxelas que os líderes da UE querem preencher durante a cimeira europeia de 26 e 27 de Junho: presidente da Comissão Europeia, presidente do Conselho Europeu e o alto representante para a política externa”.

Num artigo publicado na sexta-feira em vários jornais europeus, o primeiro-ministro do Reino Unido reafirmou a oposição à escolha de Jean-Claude Juncker como sucessor de Durão Barroso na liderança da Comissão Europeia. Citado pelo Financial Times, David Cameron apelou à coragem dos restantes líderes europeus para se oporem àquela opção, considerando que, a 25 de maio, os eleitores votaram nos candidatos ao Parlamento de Estrasburgo e não na escolha do futuro presidente do Executivo de Bruxelas.

 

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