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No final da reunião da Comissão Tripartida (Ministério da Saúde, Ordem dos Médicos, Federação Nacional dos Médicos, FNAM, e Sindicato Independente dos Médicos, SIM) do passado dia 4 de julho, foi publicado um comunicado da FNAM, que se encontra em anexo, onde foram apresentados os temas abordados e as principais conclusões da reunião. Foram abordadas, entre outras, questões sobre o descanso compensatório e o regulamento interno dos hospitais. Ora, numa carta aberta a que o Observador teve acesso e que está em anexo, Carlos Martins, o presidente da Comissão Tripartida, explica que o conteúdo do comunicado não corresponde ao que realmente se passou na reunião de sexta-feira.

Carlos Martins diz que “não entende” o teor do comunicado da FNAM, já que “o mesmo não espelha o que se passou na reunião mencionada nem faz o devido enquadramento dos motivos” da reunião. Reunião que, segundo o presidente da Comissão Tripartida, “não mereceu qualquer comentário prévio da FNAM ou pedido de alteração à ordem de trabalhos proposta”.

No comunicado sobre a reunião pode-se ler que “foi entregue documentação antiga sobre os temas [descanso compensatório e o regulamento interno dos hospitais], sem qualquer contra-proposta do governo”. O presidente da Comissão Tripartida diz não entender “a  referência a não ter sido entregue documentação dado que não era esse o objetivo” da reunião. Para Carlos Martins a reunião de dia 4 de julho “cumpriu os objetivos” a que se propôs.

O comunicado diz também que “foi prometido o envio (…) da minuta da ata da reunião de abril (…) e o da ata da reunião do dia 20 de junho”. Ora, Carlos Martins também não entende “a referência ao não envio das atas das reuniões da Comissão Tripartida de 4 de abril e de 20 de junho, dado que as mesas foram remetidas aos Sindicatos, conforme compromisso assumido”. O presidente da Comissão Tripartida espera agora “a retificação” do comunicado da FNAM, “dada a informação que erradamente” foi transmitida publicamente pelo sindicato.

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