Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Quatro golos, uma assistência, 46 dribles feitos e uma final perdida. Resumidamente, foi este o desempenho de Lionel Messi no Mundial que ontem terminou, no Brasil. O suficiente para, após a final onde a Argentina foi derrotada (0-1) pela Alemanha, o craque do Barcelona ser eleito como o melhor jogador da prova. Surpresa? Para muitos, sim. E para Joseph Blatter, presidente da FIFA, também. “Oiça, até eu fiquei surpreendido quando vi o Messi a receber a Bola de Ouro”, admitiu o líder da entidade que organizou o Mundial.

As declarações de Blatter surgiram quando, na última conferência de imprensa dedicada ao Mundial, foi questionado acerca do prémio que distingue o melhor jogador da competição — e no qual Lionel Messi ficou à frente do alemão Thomas Müller e do holandês Arjen Robben. “Quer que seja diplomático ou que diga a verdade?”, perguntou Blatter, quando lhe perguntaram sobre a distinção feita ao capitão da seleção argentina.

E de onde veio esta decisão? Das opiniões das 13 pessoas que constituíram o comité de estudos técnicos, responsável pela escolha dos vencedores dos três prémios (além da Bola de Ouro, foram também distinguidos Manuel Neuer e Paul Pogba como melhor guarda-redes e melhor jovem do Mundial).

Esta segunda-feira, aliás, o diário As revelou os elementos que compõem este comité: Ginés Meléndez (Espanha),  Gerard Houllier (França), Rafael Arias (México), Gabriel Calderón (Argentina), Ricki Herbert (Nova Zelândia), Abdel M. Hussein (Sudão), Kwok Ka Ming (Hong Kong), Ioan Lupescu (Roménia), Tsuneyasu Miyamoto (Japão), Sunday Oliseh (Nigéria), Mixu Paatelainen (Finlândia), Jaime Rodríguez (El Salvador) e Thedore Whitmore (Jamaica).

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR