O BCP terminou os primeiros seis meses do ano com um prejuízo de 62,2 milhões de euros, dos quais cerca de 21,5 milhões de euros são do último trimestre, do qual apresenta hoje contas.

Nas contas do segundo trimestre enviadas hoje ao mercado, o banco liderado por Nuno Amado apresenta um prejuízo no semestre de 62,2 milhões de euros. No primeiro trimestre o banco apresentava 40,7 milhões de euros de prejuízo, a que se somam 21,5 milhões de euros entre abril e junho.

O prejuízo nos primeiros seis meses de 2013 foi de 488,2 milhões de euros, mais 87,3% que o registado na primeira metade deste ano.

O banco regista ainda uma diminuição de 3,2% nos custos operacionais, e um aumento de 40,5% do produto bancário no primeiro semestre deste ano, comparando com igual período de 2013.

A explicação para os prejuízos, segundo banco, é a atividade nacional e em grande parte os juros pagos ao Estado pela injeção de capital público.

O banco já anunciou que o recente aumento de capital vai permitir amortizar mais 1850 milhões de euros em obrigações de capital convertível, as chamadas obrigações CoCo, mas os juros ainda pensam na rendibilidade do banco.

O BCP diz que a atividade em Portugal ainda apresenta um resultado negativo, mas já melhor que o registado nos primeiros seis meses do ano passado, com as melhorias a chegarem por via de uma redução das imparidades. A operação internacional, com exceção da atividade na Roménia, terão contribuído positivamente para os resultados, em 99 milhões de euros.

O reembolso de mil milhões de euros do financiamento pedido ao BCE permitiu também reduzir a dependência do banco junto do Eurosistema para 8,7 mil milhões de euros, dos quais 8 mil milhões de euros dizem respeito a um empréstimo do BCE a três anos.

O BCP diz também que reduziu para 116% o rácio de transformação crédito/depósitos, abaixo dos 120% recomendados pela troika durante programa, e que o rácio de capital CET one está nos 9%.