Literatura

Man Booker Prize foi para Richard Flanagan

O escritor australiano venceu o importante prémio literário de língua inglesa. O sexto romance, sobre um cirurgião no tempo da II Guerra Mundial, valeu a Richard Flanagan a distinção.

Richard Flanagan momentos depois de ser premiado com o Man Booker Prize

©Ben Stansall / AFP/Getty Images

Autor
  • Sara Otto Coelho

O livro The Narrow Road to the Deep North valeu ao escritor Richard Flanagan o Man Booker Prize de 2014. Entre os 13 escritores pré-selecionados, era o único australiano.

Nascido na Tasmânia, em 1961, o escritor de 53 anos alcançou o prestigiado prémio com o sexto romance, The Narrow Road to the Deep North, cuja história se centra nas experiências do cirurgião Dorrigo Evans num campo de prisioneiros japonês no mortífero caminho-de-ferro entre a Tailândia e a Birmânia, construído durante a II Guerra Mundial. O pai de Flanagan foi um dos prisioneiros de guerra detidos pelos japoneses e foi obrigado a trabalhar na construção desse caminho-de-ferro, também conhecido por “Caminho-de-Ferro da Morte”. AC Grayling, presidente do júri, disse que “este é o livro que Richard Flanagan nasceu para escrever”.

Os dois grandes temas na origem da literatura são o amor e a guerra: este é um magnífico romance sobre amor e guerra. Escrito numa prosa de extraordinária força e elegância, une o Este e o Oeste, passado e presente, com uma história de culpa e heroísmo”.

O Man Booker Prize foi instituído em 1968 e Richard Flanagan é o terceiro australiano a vencer o prémio. Junta-se assim aos compatriotas Thomas Kenneally (autor de A Lista de Schindler) e Peter Carey (Oscar & Lucinda e A Verdadeira História do Bando de Ned Kelly).

Richard Flanagan tem seis romances publicados, um traduzido em português: O Livro dos Peixes de Gould, que venceu o Commonwealth Writers Prize, em 2002. A publicação do agora premiado The Narrow Road to the Deep North em Portugal não deve tardar. O vencedor ganha 50 mil libras, mas não só. “Ao ganhar o Man Booker Prize, um autor pode esperar reconhecimento internacional, já para não mencionar um aumento dramático nas vendas de livros”, escreve a própria organização.

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