Foram encontrados restos mortais dos 43 estudantes universitários que desapareceram no México. As autoridades encarregues da pesquisa encontraram-nos em Cocula, uma cidade a cerca de 16 km do sítio onde os estudantes foram vistos pela última vez. Afirmando que os despojos pertencem a jovens, mas que os restantes testes de confirmação serão feitos pelo laboratório forense, conta o Guardian.

As autoridades conseguiram chegar ao local depois do interrogatório de quatro presos esta segunda-feira que falaram sob anonimato. José Murillo Karam, procurador-geral, confirmou as detenções, mas não referiu nada acerca dos corpos. Apenas adiantou que os quatro detidos, ligados ao Cartel Guerreros Unidos, podiam ser os responsáveis pelo desaparecimento dos estudantes. Acrescentou ainda que dois dos detidos haviam recebido uma visita de um grande grupo por volta de 26 de setembro – data do desaparecimento dos estudantes. O procurador referiu ainda que os estudantes terão chegado a ser levados para uma esquadra e só depois para Cocula. Nessa altura foram transportados numa carrinha de caixa aberta ainda vivos até aos arredores abandonados de Iguala.

Os estudantes desapareceram depois de confrontos com a polícia em Iguala, uma cidade a cerca de 130 km da Cidade do México. Fontes oficiais dizem que o ataque terá sido encomendado por Jose Luis Abarca, o presidente da Câmara, procurado pela polícia. Desde esta altura que se iniciaram as buscas, acompanhadas por manifestações violentas da população, como incêndios na Câmara de Iguala. Só durante esta investigação já foram descobertas 11 valas comuns com restos mortais de pelo menos 38 pessoas, nas colinas à volta da cidade. Nessas valas comuns os resultados de DNA afastaram a possibilidade de pertencerem dos estudantes.

Este caso têm-se levantado várias vozes que criticam o envolvimento dos oficiais e da polícia. O governador de Guerrero, Ángel Aguirre, já veio reforçar a ideia de que também é um crítico, principalmente da maneira como o Estado está a lidar com este caso e com o claro apoio a Abarca, conta o Guardian.