“O ambiente está calmo, está tranquilo. Até agora [08h30] vi dois passageiros no serviço ao cliente e a linha [para o check-in] está vazia, não há ninguém à espera. Tem havido um ou outro caso de passageiros dos quais não dispúnhamos de contacto, mas cujos casos estão a ser resolvidos pontualmente”, disse à agência Lusa Lúcia Cavaleiro, da comunicação da TAP.

Lúcia Cavaleiro explicou que os passageiros que fizeram reserva em agências de viagens ou via net, ou porque estavam em trânsito e não estavam contactáveis, estão a ser realocados para voos fora do período de greve. Escusou-se porém a avançar com o número de cancelamentos de voos, salientando que o “importante é dar proteção aos passageiros”.

Já Nuno Fonseca, da direção do Sindicato do Pessoal de Voo da Aviação Civil, disse que “a adesão está muito elevada, perto dos 100%. Os trabalhadores que se apresentaram hoje ao serviço estão a cumprir os serviços mínimos”. De acordo com este sindicalista, a TAP prevê realizar até às 13h30 “apenas” oito voos.

“Em termos de voos depois do trabalho de cancelamento e de remarcação de voos são até às 13h30 apenas oito voos previstos com equipamento TAP, feito com tripulantes da TAP. Todos os outros são Portugália. Assim, são apenas oito voos, sendo que quatro são serviços mínimos”, adiantou.

A TAP adiantou na segunda-feira que está prevista a realização de cerca de um terço dos 280 voos programados, somando os voos operados pela Portugália Airlines (PGA), os voos declarados pelo Conselho Económico e Social (CES) como serviços mínimos e ainda cerca de 20 voos de regresso. O CES declarou como serviços mínimos os voos Rio de Janeiro/ Lisboa, São Paulo/ Lisboa/ São Paulo, Lisboa/ Maputo/ Lisboa, Lisboa/ Funchal/ Lisboa, Lisboa/Terceira/Lisboa e Ponta Delgada/Lisboa/ Ponta Delgada.

Os tripulantes de cabine da TAP iniciaram às 00h00 de hoje o último de quatro dias de greve para exigir o cumprimento do Acordo de Empresa, que foi entretanto denunciado pela companhia aérea. Em declarações hoje à Lusa, Nuno Fonseca, do SNPVAC, disse que a posição da administração da empresa “é de má-fé” e de destruição da companhia.

“Obviamente que agora há aqui mais pesos que entraram nesta equação como a decisão da TAP nesta altura de denunciar o acordo de empresa. Portanto, as pessoas ficaram ainda mais sensibilizadas para o facto de que esta administração não está interessada em negociar, nem garantir qualquer tipo de condições de trabalho aos trabalhadores”, salientou.

A 15 de outubro, o sindicato entregou um pré-aviso de greve de quatro dias, repartido em dois períodos: o primeiro foi a 30 de outubro e 01 de novembro e o segundo cumpriu-se no domingo e termina na terça-feira.