A Câmara Municipal de Lisboa discute esta quarta-feira a atribuição da chave da cidade ao ex-Presidente da República Mário Soares, que comemorou no domingo o seu 90º aniversário. A proposta, assinada pelo próprio António Costa, presidente da autarquia, refere que Soares “deu contributos fundamentais para a projeção de Lisboa” no mundo.

“Mário Soares é um dos grandes portugueses e um dos grandes lisboetas do nosso tempo, marcando decisivamente a nossa história e alcançando um prestígio internacional ímpar”, argumenta Costa no texto, onde se lê que a chave da cidade será entregue “em reconhecimento pelos serviços prestados e em louvor do seu combate pela democracia, pela cidadania, pela cultura, pela projeção de Portugal e da sua capital no mundo”.

Ao longo do texto, António Costa refere as diferentes Lisboas que Mário Soares conheceu e habitou, como a Baixa, “onde teve escritório de advogado”, os cafés “que frequentou em tertúlias políticas e intelectuais”, o Parque Mayer, “onde aplaudia as revistas à portuguesa, que não perdia”, o Palácio de Belém e a estação de Santa Apolónia.

A atribuição das chaves da cidade realiza-se desde 1982 e foi instituída pelo então presidente da câmara, Krus Abecassis. Destina-se, segundo o regulamento, a “distinguir personalidades, instituições ou organizações nacionais ou estrangeiras que, pelo seu prestígio, cargo, ação ou relacionamento com Lisboa, sejam considerados dignos dessa distinção”.

Em maio, António Costa entregou a chave da cidade de Lisboa à presidente da câmara de Madrid, que a recebeu em nome da capital espanhola. Em junho, a chave foi atribuída ao presidente do Parlamento Europeu, Martin Schultz.