Já tinha sido provado que a biometria (utilização de parâmetros do corpo humano como elemento de identificação) é falível, mas nunca se pensou que fosse tão “fácil”. Um especialista informático demonstrou publicamente que é possível fazer uma cópia de uma impressão digital a partir de fotos tiradas com uma câmara normal e com recurso a software livre. Como exemplo, fez um clone da impressão digital de Ursula von der Leyen, nada mais nada menos que a ministra da defesa alemã.

A apresentação de Jan Krissler decorreu no passado sábado (27/12) em Hamburgo, na 31ª convenção daquela que se apresenta como a maior associação de hackers da Europa: o Chaos Computer Club. Jan Krissler utilizou como exemplo fotos dos dedos da ministra alemã, obtidas durante um discurso público. Depois, utilizou um programa chamado VeriFinger e reconstruiu a impressão digital, apesar de admitir que o método não permitiu identificar (relacionar) a impressão digital propriamente dita. Jan Krissler, conta a BBC, ainda gracejou: “a partir de agora, é provável que os políticos comecem a usar luvas durante os discursos públicos”.

A utilização de parâmetros corporais para identificação não é 100% à prova de hackers, mas já provou ser mais eficiente que números e letras sob a forma de password. Os modelos mais recentes de algumas marcas de smartphones/tablets (Apple, Samsung) já utilizam o sistema de leitura de impressões digitais, mas o próximo passo parece ser a utilização de formas de biometria complexa, tais como a geometria das veias das mãos ou análise do batimento cardíaco.