O Syriza quer contribuir para que se assegure a estabilidade na zona euro, e não o contrário, garantiu o partido liderado por Alexis Tsipras. Agora que as eleições estão marcadas, para dia 25 de janeiro, o Syriza tem vindo a perder terreno nas sondagens, pelo que o partido tenta, assim, combater as acusações de Antonis Samaras, o primeiro-ministro demissionário, que diz que uma vitória do Syriza equivale à bancarrota e à saída do euro.

Em comunicado enviado às redações gregas na noite de segunda-feira, citado pela Novinite.com, o Syriza afirmou que a intenção do partido não é desencadear uma saída da zona euro ou levar à desintegração da união monetária. Pelo contrário, garantem Alexis Tsipras e a sua equipa, o partido quererá, através das medidas que propõe, contribuir para salvaguardar a estabilidade da zona euro a prazo.

A resposta da Coligação de Esquerda Radical, o partido mais conhecido por Syriza, surge não só depois das acusações de Antonis Samaras mas também na sequência das notícias publicadas durante o fim de semana na imprensa alemã e que indicavam que é opinião do governo de Angela Merkel que uma vitória do Syriza levaria à saída da zona euro por parte da Grécia e que a união monetária conseguiria proteger-se de tal acontecimento.

No comunicado citado pela imprensa grega, Alexis Tsipras recorda que o governo alemão desmentiu a notícia da Der Spiegel e sugeriu que esta especulação (de que uma vitória do Syriza faria regressar o dracma) estará a ser alimentada pelo próprio Antonis Samaras, como forma de causar o medo entre a população e daí tirar dividendos políticos nas eleições do próximo dia 25.

As últimas sondagens têm demonstrado que o Syriza tem vindo a perder terreno mas ainda colocam o partido esquerdista, que se diz contra a austeridade e a favor de uma renegociação da dívida pública, na liderança das intenções de voto.