Os dois mortos no tiroteio com a polícia belga em Verviers, esta quinta-feira, podem ter estado na Síria a combater pelo Estado Islâmico. De acordo com a CNN, os suspeitos estavam ligados a células terroristas de outros países europeus com ligações ao Estado Islâmico.

Três dos indivíduos do grupo regressaram há uma semana da Síria e foram colocados sob escuta pelas autoridades mal entraram em território belga. Agora, uma fonte da unidade antiterrorista do país disse à CNN que foram encontradas ligações com o Estado Islâmico.

A Bélgica estava na iminência de um ataque terrorista e as autoridades organizaram pelo menos uma dezena de operações em simultâneo em várias zonas do país, entre quinta e sexta-feira. “Podia ser uma questão de horas, certamente não mais do que um dia ou dois” até que começassem a acontecer ataques no país onde estão sediadas várias instituições europeias, disse aos jornalistas Eric Van der Sypt, um magistrado federal belga. O balanço das operações foi de dois mortos e 17 detidos.

Na noite de quinta para sexta-feira, a polícia francesa prendeu 12 pessoas suspeitas de estarem ligadas ao Estado Islâmico e uma estação de comboios em Paris teve de ser evacuada.

Também esta sexta-feira foram detidos dois homens em Berlim por suspeitas de ligações ao Estado Islâmico. As detenções surgiram no seguimento de uma investigação começada há meses que incidia num grupo de extremistas. 250 polícias fizeram buscas em 11 casas durante a manhã. Martin Steltner, o porta-voz do procurador-geral de Berlim, negou que houvesse relação entre os dois casos. Mais: negou também que o momento das buscas e detenções estivessem associadas aos acontecimentos em Paris e Bélgica.

A ameaça do terrorismo islâmico voltou a bater com força à porta da Europa no passado dia 7 de janeiro, quando os irmãos Kouachi atacaram a redação do jornal Charlie Hebdo, em Paris. Os atentados que estavam a ser preparados na Bélgica não estavam ligados com os que aconteceram em França, mas a CNN cita um membro dos serviços de inteligência para afirmar que pelo menos 20 células terroristas adormecidas, com 120 a 180 pessoas no total, podem estar prontas a atacar na França, na Alemanha, na Bélgica e na Holanda.