Milhares de venezuelanos saíram neste sábado às ruas de Caracas para receber o Presidente Nicolás Maduro, que regressou ao país após um périplo internacional centrado no combate à descida dos preços internacionais do petróleo e no desenvolvimento económico da Venezuela.

Nicolás Maduro iniciou o périplo a 4 de janeiro, na China, seguindo depois para o Irão, Qatar, Arábia Saudita, Argélia e Rússia. Na sexta-feira fez uma escala técnica em Lisboa, onde manteve uma reunião de trabalho com o vice-primeiro-ministro português Paulo Portas.

Ao chegar a Caracas, o presidente da Venezuela insistiu que “a guerra petrolífera” dos Estados Unidos levou “a uma queda abrupta” dos preços internacionais, considerado ser “motivo de preocupação para todos” os países produtores, entre eles a Venezuela, que viram o preço do barril cair de 96 dólares em setembro de 2014 para 38,5 dólares na sexta-feira.

Maduro sublinhou, por outro lado, que o périplo foi “muito proveitoso para os planos de renascimento económico da Venezuela” para 2015, 2016 e 2017 e que esteve centrado em “amarrar os acordos económicos, de transferência tecnológica e investimento nas áreas vitais do desenvolvimento” industrial, agro-alimentar, turístico, transporte e habitação social no país.

O périplo, acrescentou, visou também “garantir o financiamento líquido, físico para os planos de desenvolvimento económico do país” que tem “um conjunto de necessidades cuja cobertura é feita em moeda estrangeira, produto da venda do petróleo”.

Segundo Nicolás Maduro, o périplo teve ainda como propósito criar uma “nova etapa nas relações” com a China, Rússia, os países da OPEP, o Irão, Arábia Saudita, Qatar e Argélia, para “partilhar com o mundo a visão dos conflitos e da América Latina”. A “defesa e coesão” da OPEP, bem como a “construção de um novo consenso e aliança do mercado petrolífero” e a “recuperação dos preços do petróleo” foram outras questões abordadas nesses encontros.

Maduro chegou ao Aeroporto de Maiquetia (norte de Caracas), pelas 11h00 locais (15h30 horas em Lisboa) de onde conduziu um autocarro público até ao palácio presidencial de Miraflores, cruzando-se com a população ao longo do caminho.