O Presidente do Iémen, Abed Rabbo Mansur Hadi, demitiu-se devido à pressão dos rebeldes xiitas que controlam a capital, Sanaa, desde setembro e que nos últimos dias têm cercado a sua residência, mantendo-o preso, segundo a AP. Ao mesmo tempo, a AFP avança que o Parlamento rejeitou o pedido de demissão.

“O Parlamento recusou aceitar o pedido de demissão do Presidente e decidiu convocar uma sessão extraordinária para sexta-feira de manhã”, disse uma fonte do Governo à AFP. Segundo a mesma agência, o primeiro-ministro Khalid Bahah também se demitiu, afirmando que queria fazer parte do colapso do país.

Na quarta-feira, os rebeldes e o Presidente tinham chegado a acordo para pôr fim à crise que se arrasta há quatro meses. O acordo, com nove alíneas, tinha previsto que a milícia abandonasse os edifícios governamentais tomados em troca de cedências num novo rascunho constitucional.

Apesar disto, os rebeldes Houthi continuaram a cercar os edifícios tomados. Fontes do Exército disseram à AP que o Presidente se demitiu depois de os rebeldes o terem pressionado a fazer um anúncio televisivo para acalmar a agitação nas ruas.