A polícia espanhola deteve, em Ceuta, no âmbito de uma operação antiterrorista lançada esta madrugada, quatro presumíveis jihadistas que estariam a planear um atentado em Espanha. Descritos como “fortemente radicalizados” e altamente treinados, os quatro espanhóis estariam até mesmo dispostos a imolar-se, revelou o ministro do Interior Jorge Fernandez Diaz.

Os primeiros indícios, segundo o El País, apontam para a ligação desta célula à Al Qaeda. Tratam-se de dois pares de irmãos, de nacionalidade espanhola, mas origem marroquina, que tinham “a forte determinação de atacar” e uma forte “preparação psicológica, física e de manuseamento de armas”, acrescentou o ministro Jorge Fernandez Diaz no congresso do PP, em Madrid, este sábado.

O governante espanhol referiu ainda, citando informação prestada pela polícia espanhola, que a célula desmantelada mostra um “grande paralelismo” com os terroristas que cometeram os atentados em Paris, contra o jornal Charlie Hebdo, e que contava com uma infraestrutura para levar a cabo um atentado em território nacional.

Este dispositivo terá começado a ser montado há duas semanas, altura pela qual um dos detidos esta madrugada publicou no perfil do Facebook um vídeo que mostrava treinos militares acompanhados por cânticos do Corão e apelos à Jihad, segundo fontes próximas à investigação. Outro dos indícios terá sido uma pintura feito na cidade de Ceuta onde se podia ler “Charlie Hebdo é pouco, o Estado Islâmico é o caminho”.

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O ministro acrescentou ainda que no ano passado se levaram a cabo várias operações e se desmantelaram doze redes jihadistas. Dezenas de terroristas foram presos.

Esta operação, que ainda está a decorrer, aconteceu um dia depois de se ter divulgado o resultado de uma mega operação conjunta entre Espanha, França e Marrocos e que, nos últimos dois anos, resultou em mais de 100 detidos envolvidos numa rede que alegadamente financiava o jihadismo.