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Sete coisas que precisa de saber sobre a nova taberna japonesa de Campo de Ourique
Este artigo tem mais de 5 anos
Come-se ao balcão, bebe-se cerveja em latas XL e há espetadas sempre a sair da grelha, mas também sushi num espaço requintado. Conheça a nova taberna japonesa de Campo de Ourique, Hikidashi.
Onze metros, 22 cadeiras. Tudo o que acontece no Hikidashi, acontece num longo balcão de madeira. Por isso o restaurante é apresentado como uma taberna japonesa, onde o cliente vê aquilo que é preparado e não corre o risco de dar pontapés por baixo da mesa. Para jantares de grupo, há duas soluções que não implicam ter o amigo da ponta a perguntar quem é o Gervásio e porque é que vai para o Havai, quando o que se disse foi que o PT do ginásio vai ser pai: a cabeceira do balcão, que dá para oito pessoas, viradas umas para as outras, e uma mesa elevada à parte, à entrada, com mais oito lugares.
Em japonês, “hikidashi” quer dizer gaveta mas também “coisas no fogo”. Foi o nome escolhido para o restaurante porque há muito mais do que peixe cru na ementa. Há uma grelha japonesa, a que se dá o nome de “robata”, que se acende com carvão cubano aromatizado com ervas. Em cima das brasas fazem-se espetadas de tudo um pouco: frango, carne, espargos, vieiras, camarão tigre ou beringela. Todas servidas em pequenas porções, para petiscar. “Uma pessoa com 20 ou 30 euros consegue provar várias coisas”, diz o chef, Agnaldo Ferreira.
Com 34 anos, Agnaldo é um dos quatro sócios do restaurante e apesar da idade já tem um longo currículo na área: é chef de cozinha japonesa há 16 anos. Começou em São Paulo e depois veio para Portugal, onde trabalhou cinco anos no restaurante Estado Líquido e quatro no Yakuza.
Depois de comer, pode tentar replicar o que viu o chef fazer em casa, mas para isso convém abastecer a despensa. Em prateleiras penduradas na parede estão os ingredientes que se podem comprar, como numa loja: algas, arroz, cerveja, vinagre e farinha de tempura, tudo japonês.
Para além do tradicional saké, há três variedades de cerveja japonesa no restaurante, vizinho da Casa Fernando Pessoa, em Lisboa: a Asahi, em garrafa, a Kirin, à pressão, e a Sapporo, servida em latas de 650 ml que põem as canecas a um canto.
6. As facas cortam todo o peixe como se fosse manteiga
Quando servem os pratos, os funcionários do Hikidashi dão algumas indicações. No caso do tártaro de salmão ou de atum (12€), por exemplo, servido com um ovo de codorniz por cima, deve-se misturar tudo no molho que vem no fundo. Se quiser acordar a parte do fundo da língua, passe os pedacinhos de peixe no rebordo do prato, onde está um óleo de sésamo picante.
Nome: Hikidashi
Morada: Rua Coelho da Rocha, 20 A (Campo de Ourique, Lisboa) Telefone: 21 395 5555 Horário: Terça a domingo. 12.30-15.00; 20.00-00.00 Preço médio: 30€ por pessoa
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