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1. Come-se ao balcão

Onze metros, 22 cadeiras. Tudo o que acontece no Hikidashi, acontece num longo balcão de madeira. Por isso o restaurante é apresentado como uma taberna japonesa, onde o cliente vê aquilo que é preparado e não corre o risco de dar pontapés por baixo da mesa. Para jantares de grupo, há duas soluções que não implicam ter o amigo da ponta a perguntar quem é o Gervásio e porque é que vai para o Havai, quando o que se disse foi que o PT do ginásio vai ser pai: a cabeceira do balcão, que dá para oito pessoas, viradas umas para as outras, e uma mesa elevada à parte, à entrada, com mais oito lugares.

2. Há mais do que peixe cru

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Em japonês, “hikidashi” quer dizer gaveta mas também “coisas no fogo”. Foi o nome escolhido para o restaurante porque há muito mais do que peixe cru na ementa. Há uma grelha japonesa, a que se dá o nome de “robata”, que se acende com carvão cubano aromatizado com ervas. Em cima das brasas fazem-se espetadas de tudo um pouco: frango, carne, espargos, vieiras, camarão tigre ou beringela. Todas servidas em pequenas porções, para petiscar. “Uma pessoa com 20 ou 30 euros consegue provar várias coisas”, diz o chef, Agnaldo Ferreira.

3. O chef percebe do assunto

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Com 34 anos, Agnaldo é um dos quatro sócios do restaurante e apesar da idade já tem um longo currículo na área: é chef de cozinha japonesa há 16 anos. Começou em São Paulo e depois veio para Portugal, onde trabalhou cinco anos no restaurante Estado Líquido e quatro no Yakuza.

4. O restaurante é também mercearia

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Depois de comer, pode tentar replicar o que viu o chef fazer em casa, mas para isso convém abastecer a despensa. Em prateleiras penduradas na parede estão os ingredientes que se podem comprar, como numa loja: algas, arroz, cerveja, vinagre e farinha de tempura, tudo japonês.

5. As bebidas dão para dividir

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Para além do tradicional saké, há três variedades de cerveja japonesa no restaurante, vizinho da Casa Fernando Pessoa, em Lisboa: a Asahi, em garrafa, a Kirin, à pressão, e a Sapporo, servida em latas de 650 ml que põem as canecas a um canto.

6. As facas cortam todo o peixe como se fosse manteiga

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Todo o sushi é preparado com facas artesanais japonesas porque, segundo o chef, “têm mais precisão no corte”.

7. Os pratos vêm com instruções (ou quase)

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Quando servem os pratos, os funcionários do Hikidashi dão algumas indicações. No caso do tártaro de salmão ou de atum (12€), por exemplo, servido com um ovo de codorniz por cima, deve-se misturar tudo no molho que vem no fundo. Se quiser acordar a parte do fundo da língua, passe os pedacinhos de peixe no rebordo do prato, onde está um óleo de sésamo picante.

Nome: Hikidashi
Morada:
Rua Coelho da Rocha, 20 A (Campo de Ourique, Lisboa)
Telefone: 21 395 5555
Horário: Terça a domingo. 12.30-15.00; 20.00-00.00
Preço médio: 30€ por pessoa