O concurso interno para professores de quadro determinou a extinção de mais de nove mil vagas do ensino básico e secundário no próximo ano letivo, refere a Renascença. A situação está a preocupar pais e sindicatos, que já pediram explicações ao Ministério da Educação. O aviso de abertura deverá ser publicado nos próximos dias.

De acordo com uma portaria publicada sexta-feira em Diário da República, no decorrer do próximo ano letivo, serão extintos mais de 9.500 lugares nas escolas, que estão atualmente ocupados por docentes de quadro. Estes deixarão de existir caso estes professores mudem de escola ou passem à reforma.

O número, que foi apurado depois de terem sido ouvidos os diretores escolares, é considerado excessivo pela Federação Nacional da Educação. Para Lucinda Manuela, dirigente do organismo, é preciso “saber como é que estas vagas foram apuradas”. “Acho que é fundamental termos conhecimento desta situação”, disse, citada pela Renascença.

As associações de pais também se mostraram preocupados. “Não deixa de ser preocupante, quando precisamos de combater o insucesso e o abandono. Precisamos muito de trabalhar a inclusão, no sentido de dar respostas mais específicas e adequadas a cada jovem e cada criança”, referiu Jorge Ascensão, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais.

Os mais afetados com esta extinção serão os professores do primeiro ciclo. Segundo a listagem, poderão ser extintas mais de mil vagas nas zonas do Porto, Braga, Viana do Castelo, Grande Lisboa e Setúbal.