A rede social Facebook revelou esta segunda-feira que conteúdos são suscetíveis de ser banidos, à luz da sua nova política de conteúdos proibidos. As alterações incluem uma nova secção sobre “organizações perigosas” e mais detalhes sobre que tipos “nudez” são permitidos pela rede social, segundo o canal britânico BBC News.

Monika Bicket, responsável global pela política de conteúdos do Facebook, afirmou que a alteração dos antigos “Padrões da Comunidade do Facebook” se devem à necessidade de esclarecer alguma confusão por parte dos utilizadores da rede acerca de porque é que alguns pedidos de remoção de conteúdos foram rejeitados.

De acordo com Monika Bicket, foi enviada a alguns utilizadores “uma mensagem a informar que não iríamos remover [os conteúdos] porque não violavam os nossos padrões e eles responderam-nos que ficaram confusos” em relação aos critérios usados pelo Facebook para retirar ou não os conteúdos reportados pelos utilizadores.

“As pessoas também tinham questões acerca do que queremos dizer quando afirmamos que não permitimos ‘bullying’ ou qual é exatamente a nossa política em relação ao terrorismo”, afirmou Bicket à BBC. “Agora clarificamos que não permitimos organizações terroristas ou membros dessas organizações na comunidade do Facebook, como também não permitimos o apelo ou apoio a grupos terroristas, aos seus atos ou aos seus lideres”, questões que não estavam explícitas com detalhe nos antigos padrões da comunidade da rede social.

Facebook especificou que vai banir imagens que retratem “nádegas totalmente expostas” assim como “imagens de seios femininos que incluam o mamilo”. As restrições estendem-se para conteúdos criados digitalmente pelos utilizadores, que não sejam para fins educativos ou satíricos. Adicionalmente, descrições escritas de “atos sexuais que contenham “detalhes vividos” são proibidas”.

Imagens de mulheres a amamentar são, contudo, permitidas pela rede social.

Em relação ao ‘bullying’, o Facebook tornou expressamente explícito que são proibidas imagens ou vídeos destinadas a “degradar” a vítima. É agora também possível aos utilizadores partilharem exemplos do que consideram ser linguagem abusiva, no contexto dos conteúdos reportados.

Os novos padrões da comunidade do Facebook lançados esta segunda-feira, têm agora quase o triplo do tamanho dos antigos padrões, com cerca de 2.500 palavras.