Há quem se deite e se aconchegue “em conchinha”, e há quem prefira o aconchego da almofada e a “distância de segurança”. Há quem se deite de barriga para cima, de barriga para baixo e até na horizontal, sem se mexer a noite inteira. Depois há os que, de mansinho, expulsam a companhia do lado com os pés, ou os que roubam os lençóis sem pedir permissão. Distinguem-se assim os que partilham relações e não têm problemas de insónias.

Existem, no entanto, curtas-metragens passadas na cama comuns a todas as relações, como a cena do primeiro encontro com pipocas e um filme que nunca ninguém vê; os cliques das primeiras fotografias com os edredons como pano de fundo; o sexo e, mais tarde, os amuos e as distâncias de quem já só quer dormir.

Foram todos estes momentos de como um casal se mexe na cama no dia-a-dia que Jack Tew, realizador britânico, e Sarcha Anglim, sua namorada, utilizaram para contar a história das relações.

As cenas foram filmadas sempre no mesmo quarto, com o mesmo casal e uma câmara posicionada no teto. Um ângulo novo na forma de abordar as relações mas onde, pelo menos em alguma altura, se vai reconhecer. Ora veja: